Bombardeio russo em escola de vila na Ucrânia mata 24 pessoas, diz governo
Ataque ocorreu na região de Zaporizhzhia um dia após o fim de um cessar-fogo local de seis dias negociado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump
Forças russas bombardearam uma escola em um vilarejo na região de Zaporizhzhia , no sudeste da Ucrânia , nesta segunda-feira (2), matando 24 pessoas , informaram os serviços de emergência do país. Segundo as informações divulgadas, dois membros de uma equipe de resgate estavam entre as vítimas fatais no vilarejo de Komyshuvakha . O presidente Volodymyr Zelensky, em uma publicação no Telegram, afirmou que as forças russas lançaram, inicialmente, bombas aéreas sobre uma escola no vilarejo, local que era utilizado para a distribuição de ajuda humanitária. “Após o primeiro ataque aéreo, houve um novo bombardeio com mais nove bombas, atingindo diretamente o abrigo onde as pessoas estavam reunidas”, escreveu Zelensky. Leia Mais: Na Argentina, Janones se reúne com ex-presidente Cristina Kirchner Coreia do Norte avança para ter drone controlado por IA Trégua negociada por Melania em cidade da Ucrânia será mensal, diz Rússia “Os russos não poderiam desconhecer o fato de que, todas as semanas, os moradores que permaneceram em Komyshuvakha recebiam ajuda exatamente ali. Esta é mais uma prova de que a Rússia não deseja qualquer tipo de desescalada, nem qualquer justiça real”, publicou o presidente ucraniano. O vilarejo situa-se a sudeste da principal cidade da região, que também se chama Zaporizhzhia. Regina Kharchenko, secretária da Câmara Municipal de Zaporizhzhia, informou que 27 pessoas estavam desaparecidas após o ataque. A polícia da região de Zaporizhzhia comunicou que seus agentes e equipes de resgate estavam tentando alcançar moradores que, acredita-se, ficaram presos sob os escombros. Fotografias divulgadas online mostravam escombros ainda fumegantes espalhados por toda a área. O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo local de seis dias — intermediado pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump — que visava levar ajuda à cidade de Oleshky, situada na região de Kherson, e permitir a evacuação de moradores que desejavam deixar o local. Catástrofe demográfica: Ucrânia está virando nação de viúvas e órfãos