Inadimplência atinge recorde de 84,2 milhões de pessoas, aponta Serasa
Bancos e cartões de crédito continuam na liderança dos débitos, enquanto dívida total no país ultrapassa R$ 597 bilhões em setembro
A inadimplência alcançou 51,1% da população em setembro de 2026, o equivalente a 84,2 milhões de pessoas . Os dados são do Mapa da Inadimplência do Serasa e constatou que o país acumula R$ 597,4 bilhões em dívidas, montante 0,90% superior ao registrado em agosto. “A inadimplência cresceu 34,17% desde 2020 e aumentou 6% apenas de setembro de 2025 para o mesmo mês desse ano. É o maior índice da série histórica”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa. BC da China eleva compulsório sobre depósitos em moeda estrangeira para 6% FGV: Confiança empresarial cai 0,3 ponto em outubro, a quarta queda seguida Especialista alerta para os riscos de seguir conselhos de saúde da IA O levantamento mostrou ainda que houve um avanço em relação ao valor médio por consumidor, que chegou a R$ 7.093,83 , ou o equivalente a aproximadamente 4,4 salários-mínimos. Além do recorde, a pesquisa apontou as principais fontes do endividamento. Bancos e cartões de crédito seguem como os principais responsáveis pelos débitos, concentrando 27,16% do total. Enquanto isso, as financeiras despontaram em segundo lugar, com 20,66% de participação. Com isso, ultrapassaram as contas básicas de água, luz e gás , que recuaram de 20,71% para 20,32% no período. Serasa Experian: inadimplência rural bate 8% no segundo trimestre | ABERTURA DE MERCADO - AGFEED Para o Serasa, essa mudança evidencia um perfil de inadimplência diferente de levantamentos anteriores. Nesse contexto, a empresa de análise de crédito anunciou mais uma edição do Feirão Serasa Limpa Nome , com participação de 3,3 mil empresas parceiras. O mutirão disponibilizará 750 milhões de ofertas de negociação, volume 14% superior ao da edição realizada no mesmo período do ano passado, com descontos de até 99%. O evento contece até às 23h59 do dia 06 de dezembro, por meio de renegociações online, via aplicativo, WhatsApp ou presencialmente pelo Correios . Golpes comuns em bancos migram para apostas online, mostra Serasa