Procuradora-geral de Israel cobra de serviço de inteligência provas de fraude eleitoral

Por Estadão · Categoria: Geral ·

A procuradora-geral de Israel pediu nesta terça-feira, 3, aos serviços de inteligência interna (Shin Bet) que compartilhem o andamento de sua investigação sobre denúncias de fraude eleitoral que apontam para os partidos árabes israelenses . Ela afirmou que, até o momento, não recebeu nenhum elemento

A procuradora-geral de Israel pediu nesta terça-feira, 3, aos serviços de inteligência interna (Shin Bet) que compartilhem o andamento de sua investigação sobre denúncias de fraude eleitoral que apontam para os partidos árabes israelenses . Ela afirmou que, até o momento, não recebeu nenhum elemento que sustente as acusações. “Em um Estado de Direito, não é possível investigar cidadãos ou autoridades eleitas sem dispor de provas que justifiquem essa medida. Se o Shin Bet ou qualquer outra autoridade possuir algum elemento de prova que justifique a abertura de uma investigação, fica convidado a apresentá-lo”, declarou Gali Baharav-Miara, segundo um comunicado enviado à imprensa por seu porta-voz. A declaração foi feita depois que veículos de comunicação informaram, na noite desta terça, que o chefe do Shin Bet, David Zini, um aliado próximo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu , havia solicitado o interrogatório dos líderes dos partidos árabes como parte de uma investigação sobre uma suposta fraude eleitoral durante as eleições legislativas realizadas na terça-feira passada. “Todos aqueles que precisarem ser interrogados serão, mas ninguém será investigado sem fundamentos probatórios”, acrescentou Baharav-Miara, que acusou o Shin Bet de não ter encaminhado o material da investigação à equipe especial sob sua supervisão. O partido Likud , de Netanyahu, respondeu à declaração da procuradora acusando-a de “obstruir a investigação”. “Ela continua obstruindo a investigação e encobrindo esse grave caso de manipulação do processo eleitoral por parte de agentes estrangeiros”, disse o comunicado. Na semana passada, os partidos árabes conquistaram 19 das 120 cadeiras do Parlamento, impulsionados pela insatisfação de sua comunidade com a retórica do governo de Netanyahu . Os árabes israelenses são descendentes de palestinos que permaneceram no território após a criação de Israel, em 1948, e representam cerca de 20% da população. Netanyahu alega que esses partidos “apoiam o terrorismo e negam a existência do Estado judeu”. Os líderes dos partidos árabes israelenses condenaram unanimemente o ataque do Hamas em 2023, mas não classificaram o grupo como terrorista. / COM INFORMAÇÕES DA AFP