Cidade Jardim atrai primeira loja da Loro Piana na América Latina

Por Estadão · Categoria: Geral ·

A centenária grife italiana Loro Piana vai inaugurar nesta quinta-feira, 5, sua primeira loja em toda a América Latina, uma flagship de 300 m² no térreo do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. A marca é um expoente do luxo discreto - aquelas que geralmente só quem é do meio reconhece. Uma camiseta

A centenária grife italiana Loro Piana vai inaugurar nesta quinta-feira, 5, sua primeira loja em toda a América Latina, uma flagship de 300 m² no térreo do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. A marca é um expoente do luxo discreto - aquelas que geralmente só quem é do meio reconhece. Uma camiseta sai na faixa dos R$ 9 mil. Um suéter, R$ 22 mil. Seu apelo não está nas cores fortes ou no logo chamativo. A proposta é focada nas peças artesanais com matéria-prima nobre. A marca carrega o nome do estilista Pietro Loro Piana, da cidade de Quarona, a cerca de 100 quilômetros de Milão. Hoje, pertence à holding francesa LVMH, dona de Louis Vuitton, Dior, Fendi, entre outras. O acordo da Loro Piana prevê exclusividade com a JHSF, dona do Cidade Jardim. Para a companhia brasileira, a atração da grife italiana faz parte do plano de negócio voltado para a transformação do shopping. O empreendimento está passando por uma expansão de 3,4 mil m² de área, totalizando 52 mil m² quando pronto. As inaugurações serão concluídas no primeiro semestre do ano que vem. Essa mudança permitirá o desembarque de novas lojas, bem como a ampliação daquelas já presentes, suas coleções de roupas, vestuários e acessórios, além dos serviços e mimos para a clientela de alta renda. “É uma transformação do Cidade Jardim. A expansão não se dá só na metragem, mas na experiência que o cliente vai ter a partir daí”, diz o presidente da JHSF, Augusto Martins, em entrevista à Coluna. “Todas as lojas estão vindo com um desenho que proporciona uma experiência que só é vista na sede da marca lá fora”, explica. A Loro Piana, por exemplo, virá com todas as suas coleções para o público masculino e feminino, além de área reservada para atender VIPs. “O cliente terá a mesma experiência de Milão ou Paris”, compara. Tem mais A Tiffany, com inauguração no fim do ano, terá 1 mil m², com um apartamento dentro da loja, para atendimento privativo - algo só visto na Quinta Avenida, em Nova York. As unidades da Dior, Prada e Hermès, por exemplo, estão dobrando de tamanho e serão as únicas fora dos seus países de origem com todas as coleções à mostra, assinalou Martins. A Channel de São Paulo, após expansão, terá um porte que fará dela a quarta maior do mundo. Segundo o presidente da JHSF, o objetivo com essas mudanças é reforçar o papel do shopping como ponto de referência para o cliente de altíssima renda. “Temos feito um trabalho forte com as marcas internacionais, que escolheram o Cidade Jardim como destino das suas flagships e lojas exclusivas”, afirmou. Para isso, não é preciso conceder descontos no valor do aluguel ou flexibilizar condições contratuais, ponderou. O benefício, segundo ele, está na rede de empreendimentos de luxo da JHSF onde as grifes podem expor suas marcas e se relacionar com os clientes, como a Fazenda Boa Vista, o Outlet Catarina, clubes, aeroporto e hotéis. “São negociações de mercado e muito positivas para nós. Basta ver o crescimento da receita”, ressaltou. A JHSF faturou R$ 94 milhões com seus shoppings no segundo trimestre, alta de 9,9% na comparação anual. As vendas nas mesmas lojas (abertas há mais de um ano) aumentaram 5,7%, enquanto o aluguel nas mesmas lojas avançou 10,7%. A companhia divulgará os dados do terceiro trimestre no dia 12 de novembro, após o fechamento do mercado. Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 03/11/2026, às 14:17 A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão. Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse .