Nikolas diz que prefere abrir mão da CCJ a apoiar reeleição de Motta
Deputado defende independência do PL na disputa pela Câmara e cita possíveis candidatos alternativos
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, nesta 3ª feira (3.nov.2026), que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Hugo Motta (Republicanos-PB) na disputa pelo comando da Câmara. A declaração foi dada a jornalistas na sede do PL, no complexo Brasil 21, em Brasília, durante reunião do partido. “Entre a presidência da CCJ e manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ” , disse. Assista ao vídeo de Nikolas (1min53s): Nikolas ressaltou que sua posição é pessoal e não representa uma decisão da bancada. Segundo ele, o PL deve preservar sua identidade política, mesmo que isso signifique perder cargos e comissões. Apesar das divergências, afirmou que pretende conversar com Motta na 4ª feira (4.nov). O deputado também citou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) como possíveis alternativas à presidência da Câmara, mas disse que não há definição. Nikolas defendeu ainda Rogério Marinho (PL-RN) para o comando do Senado . Avaliou que a candidatura está mais avançada e que o senador pode contribuir para recuperar o equilíbrio entre os Poderes. RESISTÊNCIA A MOTTA Nikolas afirmou que manter a identidade da direita significa não apoiar Motta, a quem criticou pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. “Eu acho que isso significa não caminhar junto com o Hugo Motta. […] Entre comissões e coerência, acho que eu prefiro ficar com a coerência ”, declarou. O congressista também considerou pequena a possibilidade de o PL conseguir negociar a presidência da CCJ. Citou as resistências enfrentadas quando comandou a Comissão de Educação e durante a gestão de Caroline de Toni na CCJ. Para Nikolas, a direita deve priorizar a confiança de seu eleitorado em vez de negociar espaços no Congresso. Como exemplo, mencionou o apoio do PL a Marinho na disputa anterior pelo Senado, mesmo sem conseguir formar maioria. “Eu prefiro muito mais ganhar a próxima geração do que ganhar agora, digamos, a comissão e perder o futuro”, afirmou. As eleições para as presidências da Câmara e do Senado estão previstas para fevereiro de 2027.