Davi Alcolumbre terá que duelar com Tereza Cristina pela presidência do Senado?
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deverá voar em céu de brigadeiro na disputa para ser reconduzido ao cargo em 2027. As ofensivas do parlamentar esbarram em um “obstáculo” na Casa: a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que quer se tornar a primeira mulher a comandar o Senado. O n
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deverá voar em céu de brigadeiro na disputa para ser reconduzido ao cargo em 2027. As ofensivas do parlamentar esbarram em um “obstáculo” na Casa: a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que quer se tornar a primeira mulher a comandar o Senado. O nome da ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL) é visto com bons olhos por parlamentares do PL, inclusive pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro , senadora eleita pelo Distrito Federal para a próxima legislatura, que começa em fevereiro. Tereza tem boa relação com a ex-primeira-dama e foi uma das políticas consultadas por Michelle para decidir se ela concorreria ao cargo. O PL também é importante porque terá a maior bancada do Senado a partir do ano que vem, com 29 senadores. Tereza tem bom trânsito entre os pares e reúne ainda apoio de legendas do centrão. Tereza agrada ao STF e Planalto Em outra frente, conforme apurou a Coluna do Estadão, Tereza Cristina já começou a conversar com os senadores eleitos para 2027 em busca de apoio na disputa, especialmente as 12 senadoras mulheres. Também já foi procurada por integrantes de outros Poderes. Ela conta com a simpatia de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e até de interlocutores do presidente Lula , que já foram “socorridos” pela senadora em questões envolvendo a União Europeia no acordo com o Mercosul, do qual ela foi relatora. A federação União-PP declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, mas, como mostrou a Coluna , nem o senador Ciro Nogueira , presidente do PP que fica sem mandato a partir do ano que vem, nem Antonio Rueda , que comanda o União Brasil e foi eleito deputado federal, votarão na disputa, decidida por voto secreto. A Coluna também apurou que os passos da senadora, que entrou no páreo pouco depois da decisão da federação de apoiar Alcolumbre, foram dados com a anuência de Ciro Nogueira. A decisão da senadora de concorrer foi concretizada em uma nota poucas horas depois de Flávio Bolsonaro fugir do País rumo aos Estados Unidos. Flávio, aliás, defende o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa. O coordenador da campanha derrotada de Flávio ao Palácio do Planalto, entretanto, é considerado um candidato mais radical e que não tem o bom trânsito que Tereza construiu no Congresso Nacional. Além disso, bolsonaristas afirmaram que o nome de Marinho perdeu força com a fuga do senador do PL. A aliados, o senador tem dito que não concorrerá contra Tereza e que, caso o nome da parlamentar se mostre mais viável para derrotar Alcolumbre, ele poderá desistir da disputa.