Andreazza: Mercado “bolsonarista” pressiona. Lula sem pressa para a economia | Estadão Analisa

Por Estadão · Categoria: Geral ·

No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 04, Carlos Andreazza fala sobre a relação entre o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva , e o mercado financeiro. A reação do mercado ao resultado do pleito tem gerado diversas críticas, sobretudo entre os defensores do governo. Os efeitos sobre os p

No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 04, Carlos Andreazza fala sobre a relação entre o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva , e o mercado financeiro. A reação do mercado ao resultado do pleito tem gerado diversas críticas, sobretudo entre os defensores do governo. Os efeitos sobre os preços das ações, a taxa de câmbio e a curva de juros foram, de fato, muito relevantes: no primeiro pregão após o segundo turno, a B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde a pandemia, pois o Ibovespa caiu 13,88% e fechou aos 176.608 pontos, a maior queda percentual desde 2020. O dólar subiu 8,36% , para R$ 5,41, a maior alta diária em mais de duas décadas, e os contratos de juros futuros com vencimento em 2031 avançaram cerca de 250 pontos-base. Os analistas estão praticamente divididos na aposta entre um corte adicional de 0,25 ponto porcentual e a manutenção da taxa Selic em 13,75% como desfecho da decisão do Copom nesta quarta-feira, 4, mas desde a última reunião, em setembro, o cenário mudou tão drasticamente em termos do balanço de riscos para a inflação que o Banco Central precisaria agir com urgência e dar um cavalo de pau na política monetária , elevando os juros agora. Números dessa magnitude podem gerar leituras apressadas, como se os agentes de mercado estivessem apostando “contra” o governo, ou como se houvesse uma espécie de “chantagem” ou histeria especulativa. Entidades tributárias defendem a prorrogação do início da reforma tributária do consumo de 2027 para 2028. Em carta aberta, as instituições manifestam “profunda preocupação” diante da ausência de definições essenciais e dificuldades operacionais que impedem a preparação adequada dos contribuintes. Em 2027 está previsto o início da implementação efetiva da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) , que substituirá os tributos federais PIS e Cofins. Com isso, as entidades pedem que essa implementação seja postergada para, no mínimo, 2028, reservando o ano de 2027 apenas para a realização de testes.