Supermercados e clubes brasileiros se dividem sobre proibição de apostas online

Por Gazeta Esportiva · Categoria: Esportes ·

A proibição das apostas online no Brasil provocou impactos distintos em setores da economia. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), as vendas de alimentos cresceram 6,5% na primeira semana após a medida, em comparação com o mesmo período de 2025. Por outro lado, clubes como Flamen

Os supermercados brasileiros registraram um aumento nas vendas após a proibição das apostas online, em contraste com a queda drástica nas receitas publicitárias dos clubes de futebol, informaram, nesta terça-feira, representantes desses setores durante uma audiência na Suprema Corte. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil a partir de 5 de outubro, em plena campanha pela reeleição, que ele conquistou no segundo turno contra Flávio Bolsonaro . O governo argumentou que essas plataformas estavam endividando a população de forma excessiva. Agora, o Supremo Tribunal analisa diversas ações movidas por empresários do setor de apostas que buscam anular a decisão do presidente. Os principais clubes do futebol brasileiro, a maioria dos quais mantinha acordos de patrocínio com casas de apostas, apoiaram as demandas do setor durante a audiência pública. O Flamengo estima que a proibição acarrete “uma queda de aproximadamente 430 milhões de reais anuais em receitas”, afirmou Flávio de Araújo Willeman, vice-presidente do clube, durante uma audiência na sede da Suprema Corte. Outros gigantes do Brasileirão, como Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Grêmio e São Paulo , também relataram impactos negativos em suas finanças devido à proibição. Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Por outro lado, o setor supermercadista celebra um aumento nas vendas e atribui o fato à proibição das apostas. Em comparação com 2025, “identificamos um crescimento real de 6,5% no consumo de alimentos” na primeira semana após a proibição, disse João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Os recursos que antes eram destinados às casas de apostas “já estão retornando para a alimentação, o pagamento de dívidas e as necessidades das famílias”, acrescentou Galassi. Representantes de alguns clubes ressaltaram que outros países que proibiram a publicidade de apostas — como Bélgica, Itália e Espanha — concederam às equipes um período de vários meses para a transição , enquanto, no Brasil, o prazo foi de apenas dez dias. O Congresso também analisa a proibição e deverá votar a questão antes do final de janeiro, seja para anular a decisão de Lula ou para ratificá-la de forma permanente. *Por AFP O post Supermercados e clubes brasileiros se dividem sobre proibição de apostas online apareceu primeiro em Gazeta Esportiva .