Maior doador nas midterms, Musk ironiza e diz que seus 'lasers para interferir nas eleições não funcionaram'
Mesmo que Elon Musk tenha se afastado de seu papel público como chefe da DOGE no governo de Donald Trump, nos bastidores ele continuou sendo seu maior doador e apoiador do governo republicano. O multibilionário doou mais de 480 milhões de dólares para candidatos republicanos nessas eleições, o maior
Mesmo que Elon Musk tenha se afastado de seu papel público como chefe da DOGE no governo de Donald Trump, nos bastidores ele continuou sendo seu maior doador e apoiador do governo republicano. O multibilionário doou mais de 480 milhões de dólares para candidatos republicanos nessas eleições, o maior doador em pessoa física, e agora reagiu à sua derrota. Em uma série de tweets em sua plataforma X, Musk escreveu: 'Data centers no espaço parecem bem atraentes agora'. Isso se refere a eleições como a do Texas, onde os centros de dados foram um ponto controverso para os eleitores que, no final, apoiaram os democratas. Logo depois ele ironizou: 'Acho que meus lasers espaciais para interferir nas eleições não funcionaram desta vez' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, durante uma entrevista para a Fox News após o resultado das eleições de meio de mandato em que os democratas passaram a controlar a Câmara e o Senado, dizendo que o seu partido de oposição fez um 'bom trabalho'. Ele tentou se eximir da culpa e culpou os candidatos republicanos pelas derrotas. Trump destacou como o preço da gasolina teve um papel importante no processo eleitoral. Segundo o republicano, os americanos gostaram da guerra contra o Irã, mas se mostraram relutantes em pagar mais na bomba. 'Bem, eu digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho. Eles estavam procurando por essa música há 11 anos e finalmente a encontraram. Mas não vejo isso como uma crítica a mim', disse. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP Trump também reiterou que, ao contrário da sua derrota nas eleições presidenciais de 2020, ele aceitou os resultados da votação e está pronto para trabalhar com os democratas agora que eles controlarão o Congresso. 'Posso trabalhar com eles em muitas coisas', disse Trump. Numa postagem nas redes sociais, o presidente postou imagem com a palavra “veto”, sinalizando como vai governar diante da oposição fortalecida. Em grande derrota para Trump, democratas tomam controle da Câmara e do Senado nos EUA Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay Em uma derrota grande para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Partido Democrata confirmou o que as pesquisas mostravam e vai controlar a Câmara dos Representantes e o Senado americano. Pelos próximos dois anos, a oposição terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente republicano. O Partido Democrata terá no mínimo 53 das 100 vagas no Senado e caminha para obter maioria expressiva na Câmara. Uma projeção da rede NBC aponta 255 deputados democratas contra 180 republicanos. Como o total de parlamentares é de 435, o número para alcançar a maioria é 218. Até agora, os democratas já conseguiram duzentas e dezenove vagas contra 126 do partido Republicano. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. O partido de oposição também garantiu a reeleição de senadores em 11 Estados. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral.