Alessandro Barcellos dispara contra arbitragem após vitória do Internacional: ‘Não é momento de laboratório’
O dirigente reclamou da escalação de árbitros inexperientes e cobrou nomes de primeiro escalão nas quatro rodadas finais The post Alessandro Barcellos dispara contra arbitragem após vitória do Internacional: ‘Não é momento de laboratório’ appeared first on TMC.
O Internacional venceu o Coritiba por 1 a 0 na noite desta terça-feira (03/10), no Beira-Rio, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado levou o time colorado aos 38 pontos e tirou a equipe do Z-4 , diante de mais de 35 mil torcedores. Apesar do alívio com o gol de pênalti de Alerrandro no fim, o clima nos bastidores foi de forte cobrança contra a arbitragem e a CBF. + Quem está suspenso para o clássico entre São Paulo e Corinthians? Veja desfalques do Majestoso + Botafogo faz mobilização de apoio ao time às vésperas de duelo decisivo Antes da entrevista coletiva do técnico Eduardo Baptista, o presidente Alessandro Barcellos fez um longo pronunciamento formal para protestar contra as decisões da arbitragem . O dirigente apontou falhas capitais na condução do confronto, questionou a falta de experiência do árbitro escalado e afirmou que a integridade da reta final do torneio nacional está ameaçada por equívocos constantes. O desabafo de Barcellos O presidente colorado abriu seu pronunciamento destacando que as queixas não diminuem o valor da entrega dos atletas e do apoio das arquibancadas. Barcellos afirmou que a arbitragem brasileira tem sido o centro dos problemas da competição , cobrando da comissão da CBF critérios mais rígidos e a escalação de juízes de primeiro escalão para os jogos decisivos: “Eu não gostaria de estar aqui hoje mais uma vez fazendo um pronunciamento, mas é necessário porque o campeonato chega ao final. Faltam quatro rodadas para o Internacional e, mais uma vez, não só no jogo do Internacional, a arbitragem tem sido centro de equívocos, de erros. Nós precisamos estar muito, muito atentos. Erros recorrentes, importantes. Já falei aqui contra o Fluminense: não é momento de laboratório. Nessa fase decisiva não há espaço para experiência de arbitragem. A quantidade de tempo que ele deu, criando mais animosidade, tempo de acréscimo, é inaceitável também.” A principal bronca da diretoria ficou por conta da escolha de Fernando Antonio Mendes para apitar a partida no Beira-Rio. O presidente do Inter questionou a logística da CBF por colocar um profissional que havia atuado como quarto árbitro em Porto Alegre poucos dias antes: “É o segundo jogo com um árbitro inexperiente em jogos do Internacional. Nada contra a pessoa, contra o profissional, mas o momento da competição exige um cuidado maior. O árbitro foi quarto árbitro há três dias aqui em Porto Alegre, vivendo a rivalidade que a gente sabe que vive, e aí escalam o cara para ser o primeiro árbitro. Esse jogo era tão decisivo quanto qualquer outro. Será que não tinha outro árbitro? Será que é economia de logística? Para que correr esse risco? E eu estou falando aqui hoje num dia de vitória, num pênalti que felizmente o VAR chamou, porque senão ele não daria. Aos 25 minutos de jogo, ele conseguiu irritar os dois times e a torcida.” Barcellos encerrou sua manifestação confirmando que terá uma reunião oficial com a cúpula da CBF para tratar formalmente dos erros recentes. O dirigente cobrou escolhas conscientes nas rodadas derradeiras para evitar que falhas de campo decidam o rumo das equipes que brigam contra o rebaixamento : “A gente exige mais critérios, a gente exige mais respeito, porque o campeonato e o trabalho que está sendo feito nessa reta final não podem ficar à mercê de uma decisão, de um equívoco, de um erro que depois a gente venha a lamentar. Amanhã teremos reunião com a CBF sobre o jogo do Fluminense, onde apontamos as nossas divergências. Vamos ouvir mais uma vez o que a entidade e a comissão de arbitragem têm a dizer.” O histórico de polêmicas: bronca no Maracanã e tensão na rodada A irritação da cúpula do Internacional é um acúmulo de insatisfações que vem da rodada passada. Na partida contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, o clube reclamou de um pênalti não marcado e da não expulsão de um atleta tricolor , alegando que o VAR falhou ao não intervir em um momento em que a equipe vencia por 1 a 0. O Colorado acabou derrotado no Maracanã e levou o protesto à comissão nacional. O cenário ficou ainda mais tenso com as decisões tomadas em outros jogos que impactam diretamente a parte de baixo da tabela. Barcellos citou lances controversos em jogos como Coritiba x Vitória e nos confrontos da Série B , sustentando que o desequilíbrio das punições disciplinares tem condicionado os placares finais. Ontem, a tensão voltou ao Beira-Rio quando o árbitro ignorou a falta de Rodrigo Moledo em Juninho dentro da grande área, precisando da checagem do monitor para confirmar a penalidade que decidiu a partida nos acréscimos da segunda etapa. Eduardo Baptista celebra superação e explica mudanças táticas Na sequência das declarações presidenciais, o técnico Eduardo Baptista detalhou as dificuldades enfrentadas para furar a retranca adversária. O treinador ressaltou o empenho do elenco para garantir a vitória mesmo sem o melhor desempenho técnico , valorizando o espírito de luta demonstrado nos minutos finais: “Primeiro agradecer ao torcedor. É impressionante o que o torcedor colorado faz, ele abraçou a equipe. E até o final hoje é o gol da esperança, é o gol da vida, é o gol de quem luta, de quem mesmo com as coisas não acontecendo tecnicamente não desiste nunca. Nesse momento eu vejo o Internacional muito forte. A gente fez partidas tecnicamente melhores, mas hoje fomos até a alma. Saímos com um peso do tamanho do Beira-Rio das costas.” Baptista também explicou a leitura tática que permitiu empurrar o Coritiba para o campo de defesa e a opção por iniciar o duelo com Carbonero aberto na ponta. O comandante detalhou a necessidade de ter jogadores no mano a mano após a ausência de Alan Patrick , preservado pelo departamento médico: “O Bernabei é um cara de espaço e eu precisava do cara do drible, do enfrentamento individual, e essa foi a estratégia com o Carbonero. O Alan Patrick faz muita falta em qualquer time da Série A, é o nosso líder técnico e capitão, mas ele ainda tinha resquício de dor no músculo do chute e em comum acordo achamos melhor não arriscar e perder o jogador por um longo tempo. No segundo tempo adiantamos as linhas, colocamos mais atacantes na área porque o empate era ruim e o Juninho foi um guerreiro tirando bolas e sofrendo o pênalti decisivo.” Com a vitória garantida, o Internacional terá um período de duas semanas sem partidas oficiais devido à paralisação para a Data FIFA. A equipe gaúcha volta a campo apenas na quinta-feira (19/10) para encarar o Vasco em São Januário , em confronto direto pela 35ª rodada do torneio nacional. 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