Projeção indica que republicanos podem ter menor número de cadeiras na Câmara desde 1992

Por CBN — Mundo · Categoria: Internacional ·

Os democratas devem conquistar a Câmara dos Representantes com 258 cadeiras, enquanto a projeção feita pela emissora de TV NBC News. O levantamento prevê que os republicanos ficarão com apenas 177. Caso isso se concretize, representará a pior derrota dos republicanos na Câmara desde 1992. Naquele an

Os democratas devem conquistar a Câmara dos Representantes com 258 cadeiras, enquanto a projeção feita pela emissora de TV NBC News. O levantamento prevê que os republicanos ficarão com apenas 177. Caso isso se concretize, representará a pior derrota dos republicanos na Câmara desde 1992. Naquele ano, os republicanos conquistaram 176 cadeiras. O menor número foi em 1964, quando conquistaram apenas 140 cadeiras. Este número é inferior ao menor número de cadeiras conquistadas pelos Democratas no século passado, que foi de 204 em 1994. Apesar disso, nem tudo são más notícias para o presidente dos EUA, Donald Trump. Os republicanos devem perder 42 cadeiras, em comparação com as 219 que conquistaram há apenas dois anos, nas eleições de 2024. Esta será a pior derrota sofrida por um presidente republicano em exercício em mais de 50 anos, mesmo que Trump tenha chegado perto em suas primeiras eleições de meio de mandato em 2018, quando foram 41 cadeiras. Diversos presidentes democratas perderam mais cadeiras na Câmara dos Representantes em eleições de meio de mandato, sendo o caso que mais chama atenção o de Barack Obama em 2010, quando os democratas perderam 63 cadeiras. Trump pode sofrer impeachment após democratas passarem a controlar Senado e Câmara? Entenda Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP O Partido Democrata confirmou a esperada 'onda azul' e ganhou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado Federal nos Estados Unidos, em uma grande derrota para o presidente americano, Donald Trump. Segundo as projeções feitas pela imprensa dos EUA, os democratas teriam 255 cadeiras na Câmara e 55 no Senado, possuindo maioria nas duas casas legislativas. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. Durante o primeiro mandato de Trump, que durou de 2017 a 2021, ele enfrentou dois pedidos de impeachment que chegaram a avançar na Câmara. Um deles foi por abuso de poder e outro por defender a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Nos dois casos, o Senado não andou com a proposta. Isso explica a dificuldade de um processo de impeachment avançar com o novo Congresso eleito para 2027. Na Câmara, a legislação destaca que é necessária apenas uma maioria simples para que o processo vá adiante, o que não seria nenhum problema com os democratas controlando já a maioria. No entanto, a situação muda no Senado, em que, pela lei, são necessários dois terços dos votos para a retirada do cargo, o que exigiria um apoio em massa republicano também, algo considerado improvável por analistas políticos. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral. Abdul El-Sayed é médico e filiado ao Partido Democrata nos EUA. JEFF KOWALSKY / AFP