Perfil da Casa Branca nas redes ironiza vitória democrata nas midterms: 'Trump ainda é seu presidente'
O perfil oficial da Casa Branca ironizou nas redes sociais a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conquistando o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. Em publicação, o texto diz que 'Trump segue sendo seu presidente', com um comentário agradecendo a
O perfil oficial da Casa Branca ironizou nas redes sociais a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conquistando o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. Em publicação, o texto diz que 'Trump segue sendo seu presidente', com um comentário agradecendo a 'atenção pelo assunto', como o próprio republicano costuma publicar na sua rede social Truth Social. Essa foi a única manifestação até agora da Casa Branca após o resultado do pleito. Initial plugin text O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que ficou 'um pouco surpreso' com o resultado das eleições de meio de mandato no país, com a grande vitória democrata, que passam a controlar a Câmara e o Senado. Para a Fox News, ele disse achar que 'sairíamos melhor'. 'Tivemos comícios incríveis, milhares de pessoas do lado de fora, sem falar daquelas que não conseguiram entrar', declarou. Em outras declarações, Trump atribuiu parte da culpa aos candidatos republicanos e aos altos preços da gasolina decorrentes da guerra no Irã, e também disse estar disposto a trabalhar com os democratas. 'Eu não estava na cédula, e se estivesse, teríamos vencido COM UMA VITÓRIA ENORME!', publicou Trump em sua plataforma de mídia Truth Social logo após a projeção de que os democratas assumiriam o controle da Câmara. Durante uma série de eventos de campanha em estados e distritos que venceu com folga em 2024, Trump implorou aos republicanos que votassem como se ele fosse o candidato. Casa Branca Louis Velazquez/Unsplash 'Mas eles não concordaram e, na maioria dos casos, não gostaram dos candidatos, acontece', disse Trump em entrevista por telefone ao Politico. 'Muita gente foi eleita também, mas, sabe, não o suficiente'. Questionado se achava que havia candidatos que não fizeram o suficiente, Trump disse: 'Não quero culpar ninguém. Só quero dizer que foi um período muito interessante. Observei com grande interesse e aprendi com isso'. Após a divulgação dos resultados que mostravam que os democratas conquistariam a Câmara e, posteriormente, o Senado, Trump usou suas redes sociais para atacar o governador republicano do Texas, que havia perdido a disputa por um quarto mandato. 'Se Greg Abbott, o governador do Texas, não tivesse se tornado um RINO [logo de republicano só no nome] nos últimos seis meses de sua vida política, ele não teria perdido', disse Trump. Em seu discurso inicial, Trump disse que trabalharia com os democratas, mas também enfatizou sua capacidade de vetar leis. Na entrevista à Politico, Trump disse estar disposto a trabalhar com os democratas para 'garantir que as coisas corram bem para o nosso país'. Entenda como funciona o poder de veto de Trump nos EUA e as diferenças com o Brasil Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou o resultado das eleições de meio de mandato, com uma grande derrota de seu partido e uma vitória esmagadora dos Democratas, ganhando a Câmara dos Representantes e do Senado Federal. Apesar de ter falado que poderia 'trabalhar com eles', Trump, em publicação nas redes sociais, publicou uma imagem de um boné com a palavra 'veto', mostrando que pretende vetar grande parte das medidas aprovadas pelos democratas no Congresso. O presidente americano, apesar de precisar do legislativo para parte das medidas, tem um veto mais difícil de ser derrubado pelos parlamentares. O poder de veto presidencial americano é uma das ferramentas mais fortes do chamado sistema de freios e contrapesos, para impedir grande poder a algum dos poderes do país. A maior diferença com o Brasil é a dificuldade de impedir esse veto presidencial, já que exige uma maioria de dois terços em cada uma das duas Casas do Congresso. Um projeto de lei para ser aprovado e encaminhado ao presidente para sanção precisa de maioria simples dos votos de ambas as casas. Dessa forma, ao chegar na Casa Branca, o presidente pode sancionar, vetar ou não realizar nada, o que pode fazer a iniciativa caducar. Apesar disso, a palavra do presidente não é a final. Caso ele vete, os congressistas podem derrubar. Para isso, precisam ter dois terços dos votos da Câmara dos Representantes e dois terços do Senado. Dessa forma, seriam necessários 290 votos na Câmara e 67 no Senado. Isso dificulta pelo sistema bipartidário, visto que um partido, mesmo minoritário, poderia impedir uma derrubada de um veto. No Brasil, o veto é diferente. O presidente tem esse poder caso ache a medida inconstitucional ou de contrariedade ao interesse público, podendo vetar parte do texto ou integralmente. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP