Líderes mundiais reagem à vitória democrata nas midterms dos EUA

Por CBN — Mundo · Categoria: Internacional ·

Governos e políticos de diferentes partes do mundo reagiram à vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores americanos votaram contra políticas que, segundo ele, prejudicam a população e favorecem as

Governos e políticos de diferentes partes do mundo reagiram à vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores americanos votaram contra políticas que, segundo ele, prejudicam a população e favorecem as elites. Vitória democrata nos EUA deve fortalecer republicanos moderados para 2028, avalia cientista político Trump reconhece que preço alto da gasolina e guerra do Irã pesaram para vitória democrata nas midterms Na rede social X, ele escreveu: "Ontem, o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas. Contra o ódio. Contra o sexismo. Contra a negação das mudanças climáticas e contra os privilégios das elites". Initial plugin text O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, disse à Reuters que o resultado representa um sinal de mudança entre os eleitores americanos com ideais mais próximos aos defendidos pelo país nórdico, como questões climáticas ambientais, além de política externa e de ajuda ao desenvolvimento. Na União Europeia, a vice-presidente do Parlamento Europeu afirmou que a vitória democrata pode favorecer o apoio à Ucrânia, a transição energética e as relações internacionais. Na França, o ministro das Finanças afirmou que Trump vai precisar decidir se muda sua postura diante das preocupações dos eleitores, principalmente em relação aos preços dos combustíveis e ao envolvimento internacional dos Estados Unidos. Já na Rússia, o vice-ministro das Relações Exteriores afirmou que o governo vai acompanhar a conclusão dos resultados, mas não espera mudanças em sua política externa. No Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, interpretou o resultado como uma rejeição dos americanos à guerra. Em um tom neutro, a China declarou que as eleições americanas são "um assunto interno" do país, mas se mostrou disposta a "seguir trabalhando" com os Estados Unidos para a construção de uma relação "baseada no respeito, na equidade e na reciprocidade". No Japão, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou que a aliança com Washington continuará sendo central para a política externa e de segurança japonesa. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, também comentou o resultado. Em conversa com jornalistas, afirmou que a eleição pode inaugurar uma nova etapa nas relações internacionais. Ramaphosa foi constrangido e confrontado publicamente por Donald Trump em uma reunião na Casa Branca em 21 de maio de 2025. O resultado das midterms pode ter impactos nas relações comerciais, na segurança internacional e nos preços da energia, além de influenciar a relação de Washington com outros países.