Rivais de Netanyahu usam vitória democrata nos EUA para defender saída dele do poder

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

Por Steven Scheer e Alexander Cornwell JERUSALÉM, 4 Nov (Reuters) – Os ⁠rivais políticos de Benjamin Netanyahu aproveitaram a conquista do Congresso ⁠dos EUA pelos democratas como prova de que ele desperdiçou gerações de apoio bipartidário norte-americano ‌a Israel, enquanto buscam uma chance de for

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool. " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/01/2026-01-10T074308Z_861627589_RC2BSGA6IFR5_RTRMADP_3_ISRAEL-NETANYAHU-MILITARY-AID.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" /> Por Steven Scheer e Alexander Cornwell JERUSALÉM, 4 Nov (Reuters) – Os ⁠rivais políticos de Benjamin Netanyahu aproveitaram a conquista do Congresso ⁠dos EUA pelos democratas como prova de que ele desperdiçou gerações de apoio bipartidário norte-americano ‌a Israel, enquanto buscam uma chance de formar um governo sem ele. Os democratas conquistaram a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados nas eleições de meio de mandato de terça-feira, ‌em uma reprimenda contundente ao presidente Donald Trump, alimentada em parte pela profunda frustração com a impopular guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Leia também Déficit comercial dos EUA diminui em setembro; importações atingem máxima recorde O ‌déficit comercial recuou 0,7%, para US$ 105,0 bilhões EUA: Vitória democrata no Senado reduz influência de Trump sobre o Fed O resultado poderia dar ao Fed, e ao seu presidente Kevin Warsh, mais liberdade para combater a inflação com taxas de juros mais altas A votação nos EUA ocorreu apenas uma semana após as eleições em Israel, onde a coalizão de direita de Netanyahu perdeu sua maioria parlamentar, mas teve desempenho suficiente para impedir que seu principal adversário, Gadi Eisenkot, tivesse um caminho livre para destituí-lo. O ⁠presidente ‌israelense Isaac Herzog deve manter conversações na quarta e na quinta-feira com representantes dos partidos antes de ⁠encarregar um dos dois de formar o próximo governo. Enquanto isso, Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino. Os Estados Unidos têm sido o aliado mais firme de Israel há gerações, sob presidentes de ambos os partidos, fornecendo bilhões de dólares por ano em ajuda militar desde a década de 1970. Mas, ao contrário de líderes anteriores que cortejavam assiduamente tanto democratas quanto ​republicanos, Netanyahu apoiou abertamente os republicanos. O apoio a Israel entre democratas e alguns republicanos vacilou depois que Israel lançou seu ataque militar em Gaza, na sequência do ataque do Hamas em ​2023, e caiu ainda mais este ano, desde que Trump e Netanyahu ordenaram um ataque conjunto ao Irã. Alguns candidatos democratas fizeram das críticas à ajuda militar norte-americana a Israel um argumento de destaque em suas campanhas. Na terça-feira, Trump, que havia apoiado Netanyahu, fez uma promessa no dia da eleição de suspender o financiamento anual de US$4 bilhões a Israel, uma medida que, segundo ‌ele, tiraria um “argumento negativo” usado pelos democratas. Yair Golan, líder do Partido ​Democrata de centro-esquerda, da oposição israelense, disse no X que os resultados das eleições nos EUA “revelam o quão tóxico Netanyahu é tanto entre democratas quanto entre republicanos”. O líder da oposição centrista, Yair Lapid, afirmou que os resultados mostraram que “Israel não ⁠pode se dar ao luxo” de ​que Netanyahu permaneça no cargo. “Isso ​coloca em risco nossa segurança, compromete nossa democracia e arruinará nossa reputação no cenário global”, disse Lapid em uma postagem nas ⁠redes sociais. Netanyahu permaneceu em silêncio até o momento sobre ​o resultado da votação nos EUA. Seu gabinete não respondeu a um pedido de comentário. Pode levar semanas ou meses até que fique claro se será Netanyahu ou Eisenkot quem, em última instância, terá a tarefa de ​reparar o relacionamento. Qualquer que seja o candidato escolhido primeiro, ele deverá formar uma nova coalizão; caso contrário, a oportunidade será dada ao outro. Se ambos falharem, uma ​nova eleição será convocada. Enquanto isso, ⁠Udi Sommer, professor de ciências políticas da Universidade de Tel Aviv, previu que o novo Congresso dos EUA, controlado pelos democratas, seria ⁠o mais hostil a Israel em toda a sua história. Embora a maior parte do poder sobre a política externa ainda resida com o presidente, os democratas poderiam exercer pressão por meio de audiências, fiscalização do Congresso e medidas orçamentárias, disse ele. “A vitória esmagadora dos democratas e a derrota total dos republicanos resumem o próximo capítulo nas relações entre os EUA e Israel”, declarou Sommer. (Reportagem adicional de Maayan Lubell e Alexander ​Cornwell) The post Rivais de Netanyahu usam vitória democrata nos EUA para defender saída dele do poder appeared first on InfoMoney .