Operação Faroeste: STJ condena desembargadora por corrupção e lavagem de dinheiro
O Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) condenou nesta quarta-feira, 4, a desembargadora Sandra Rusciolelli por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Faroeste , que investiga há sete anos um esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano. A Corte cassou a aposentadoria com
O Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) condenou nesta quarta-feira, 4, a desembargadora Sandra Rusciolelli por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Faroeste , que investiga há sete anos um esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano. A Corte cassou a aposentadoria compulsória de Rusciolelli. A acusação envolve a entrega de R$ 250 mil em dinheiro vivo no apartamento da magistrada , que cumprirá pena de 14 anos e 20 dias de prisão. O filho da desembargadora e advogado Vasco Rusciolelli foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Também foram condenados o empresário Nelson Vigolo — a quatro anos e um mês de prisão — e seu advogado, Vanderlei Chilante — a quatro anos e 11 meses, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O quinto e último réu desse núcleo, o ex-servidor público e principal delator da Faroeste, Júlio César Ferreira, recebeu perdão judicial. Segundo o Ministério Público Federal, a propina de R$ 250 mil era destinada a pagar a compra de voto da desembargadora em prol do empresário Nelson Vigolo em disputas fundiárias no Oeste baiano. A entrega do dinheiro foi monitorada pela Polícia Federal , com autorização do relator do caso, ministro Og Fernandes . Na ocasião, a primeira fase da Faroeste fora deflagrada quatro meses antes e os brasileiros tentavam se isolar na pandemia de Covid, o que foi registrado pelo ministro ao decretar a prisão da magistrada e do filho . “Chama a atenção o fato de a ação criminosa não ter se interrompido mesmo durante a pandemia de coronavírus”. Ex-presidente do TJ-BA e juiz foram condenados no mês passado No último dia 21, o STJ condenou cinco de oito réus de outro núcleo da Faroeste . A desembargadora e ex-presidente do TJ-BA Maria do Socorro Santiago recebeu uma pena de 14 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O juiz Sérgio Humberto Sampaio foi condenado a 15 anos e oito meses de prisão pelos mesmos crimes. Ambos perderam os cargos. A maior pena, de 21 anos e sete meses de prisão, ficou para o empresário Adailton Maturino. Ele é apontado pela Procuradoria como o responsável por cooptar magistrados, negociar propinas e estruturar a fraude fundiária. Sua esposa, Geciane Maturino, e o advogado Ricardo Três também foram condenados pelo STJ.