SP: adolescente é apreendido por morte de jovem em ato pró-Lula no litoral

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

Investigações sobre o crime contra Marcelo de Oliveira Rocha já identificaram nove suspeitos; ataque aconteceu na madrugada de 24 de outubro

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, nesta terça-feira (3), um adolescente, de 16 anos, suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha , de 28 anos, em Santos, no litoral paulista. As investigações já identificaram nove suspeitos de participação no crime: dois adultos, de 18 e 19 anos, e sete adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos. Após prestar depoimento, o jovem foi encaminhado à Fundação Casa, onde permanece à disposição da Justiça. Leia Mais Polícia prende suspeitos da morte de engenheiro espancado após ato de Lula Velório de engenheiro morto após agressão em Santos ocorre nesta quarta Polícia prende suspeito de matar e esquartejar adolescente no RJ Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos e é investigado em conjunto pelas equipes do 3º e do 4º DPs da cidade e pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic (Divisão de Investigações Criminais de Campinas). Relembre o crime O ataque aconteceu na madrugada de 24 de outubro , no bairro Vila Mathias, em Santos. Marcelo participava de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acompanhava uma apresentação da banda Esquerdantina. Por volta das 3h, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro e foi abordado por um grupo. Os suspeitos agrediram o engenheiro e roubaram seus pertences . Como Marcelo demorou a voltar, os amigos começaram a procurá-lo e o encontraram desacordado. Ele foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado à Santa Casa de Santos. Devido à gravidade dos ferimentos na cabeça, foi transferido para o Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A morte cerebral foi confirmada na tarde de 26 de outubro. Após a confirmação da morte, a família autorizou a doação dos órgãos de Marcelo. O procedimento beneficiou quatro pacientes que aguardavam na fila de transplantes, com a doação de rins, pâncreas, fígado e córneas. O engenheiro foi sepultado no Cemitério Congonhas, na zona sul da capital paulista.