Enem 2026: como administrar o tempo para não deixar questões em branco
Cronômetro ligado: cinco horas e 30 minutos para resolver 90 questões de Linguagens e Códigos , Ciências Humanas e produzir uma redação que vale 1000 pontos . É o que prevê o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , no próximo dia 8 de novembro. O esforço físico e mental dos estudante
Cronômetro ligado: cinco horas e 30 minutos para resolver 90 questões de Linguagens e Códigos , Ciências Humanas e produzir uma redação que vale 1000 pontos . É o que prevê o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , no próximo dia 8 de novembro. O esforço físico e mental dos estudantes se compara ao de uma maratona, e como eles administrarão o tempo pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso na prova. No segundo dia, 15 de novembro, não muda muito. Os candidatos terão cinco horas para resolver 90 questões de Ciências da Natureza e Matemática . Especialistas afirmam que ter um planejamento do ritmo a ser seguido é fundamental para que o fôlego e o desempenho durem até o fim. Gastar tempo demais na redação ou insistir em uma questão difícil pode comprometer o restante da prova do Enem. No primeiro dia, por exemplo, para dar conta de todas as etapas, o plano precisa incluir a leitura, o rascunho, a passagem a limpo e a conferência das marcações. Daniela Toffoli, professora de Redação do Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School, aconselha destinar cerca de três horas e 40 minutos às questões objetivas, uma hora e 15 minutos ao texto e de 20 a 25 minutos ao cartão de respostas. A organização ainda deixa uma pequena margem para imprevistos. “O erro mais comum é tratar o cartão como detalhe, quando ele é a única coisa que vale, e é por isso que dou a dica de ir pintando o cartão de respostas conforme se avança na resolução das questões. Dessa forma, não fica tudo acumulado para o final e o candidato tem menos chances de passar gabarito errado por estar na correria dos minutos finais de prova.” Por onde começar Thiago Braga, autor de Língua Portuguesa do sistema de ensino pH, da Cogna Educação, recomenda começar pela redação. Para ele, a produção do texto exige concentração e reúne habilidades que o candidato consegue mobilizar melhor quando está descansado. “É a parte da prova que mobiliza mais habilidades e competências, por isso o candidato precisa estar com a cabeça descansada para fazê-la”, explica. Por outro lado, deve reservar um limite de uma hora e 20 minutos para essa tarefa. Os primeiros 20 minutos devem ser usados para analisar o tema, ler a coletânea e definir o projeto de texto. A hora seguinte fica para a execução. “É um erro comum passar mais de duas horas na redação”, afirma Braga. Segundo ele, prolongar essa etapa reduz o tempo das questões objetivas e pode obrigar o estudante a marcar respostas sem conseguir resolvê-las. Por isso, o professor recomenda treinar com cronômetro. Para Toffoli, não existe regra única, mas ela diz que sugere uma estratégia bastante comum a seus alunos: alternar as questões objetivas com as etapas da redação. A alternância com a redação pode ser uma boa porque o texto é uma das tarefas mais difíceis e complexas da prova, que mobiliza muitas habilidades ao mesmo tempo. Alternar permite ao aluno voltar ao texto com um olhar mais descansado e atento. “Começar pelo que é mais fácil e pela matéria que o aluno mais domina. Assim ele garante os acertos acessíveis antes de o cansaço aumentar, quando erros por distração são mais frequentes. Iniciar pelo que domina ajuda a pegar ritmo e a ganhar confiança.”. Planejar, escrever e passar a limpo Na divisão proposta por Toffoli, os 75 minutos que devem ser dedicados à redação devem ser distribuídos em quatro etapas: 15 minutos para leitura e planejamento, 35 para o rascunho, 20 para a escrita definitiva e cinco para a revisão final. A separação ajuda a visualizar o trabalho completo, mas é importante entender que terminar o rascunho não significa concluir a redação: ainda é necessário transferir o texto para a folha definitiva e conferir o que foi escrito. Outra dica é reservar um tempinho para organizar as ideias antes de redigir. A diferença está na distribuição dos minutos, que pode servir de base para o estudante testar qual organização funciona melhor em seus simulados. Questão difícil pode ficar para depois Nas questões objetivas, a sugestão de Daniela Toffoli é dedicar uma média próxima de dois minutos e meio por item. Mas esse tempo é apenas uma referência para acompanhar o ritmo, sem exigir que todas as respostas sejam resolvidas no mesmo intervalo. Mas, se em cerca de 3 minutos ele não enxergar um caminho, deve marcar a questão no caderno e seguir. Thiago Braga também orienta avançar quando a dificuldade estiver consumindo tempo demais. A questão pendente deve ser sinalizada no próprio caderno para que o candidato consiga encontrá-la depois. “O candidato deve seguir para as que consegue resolver e marcar na própria prova as que ficaram pendentes, para não se esquecer de nenhuma. Só depois de terminar tudo o que sabe fazer é que ele volta a elas, numa segunda rodada, para tentar concluí-las.” Últimos minutos exigem conferência A professora Daniela Toffoli sugere transferir a resposta para o cartão assim que a resolução estiver concluída. Braga destaca a importância de conferir a numeração por blocos, evitando que uma alternativa seja marcada na linha de outra questão. Nos últimos 30 minutos, a atenção deve estar voltada às pendências, ao preenchimento e à conferência do cartão, além da verificação da folha de redação. “O rascunho não é corrigido”, lembra o professor. Para as questões que restarem, Braga recomenda eliminar as alternativas claramente erradas antes de escolher a resposta. “O que não pode acontecer é deixar alguma em branco.”