Dino será relator de ação que tenta adiar fim da escala 6×1 para 2027

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

Ministro do STF foi sorteado nesta quarta-feira (4) para analisar ação da Confederação Nacional do Comércio que pede o adiamento das novas regras de jornada de trabalho

O ministro Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal) , foi sorteado nesta quarta-feira (4) para relatar uma ação que tenta adiar a implementação do fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil . A ação foi apresentada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) , que questiona o prazo estabelecido para a entrada em vigor das novas regras e pede ao Supremo a suspensão do calendário de transição. O texto promulgado pelo Congresso Nacional em outubro acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A mudança será gradual: a partir de 16 de dezembro deste ano, a carga horária máxima cairá para 42 horas semanais, e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado. O limite de 40 horas entrará em vigor em dezembro de 2027 . Leia Mais: Câmara proíbe uso de drones em presídios sob pena de até 5 anos de prisão À CNN, Casagrande cita “oportunidade” para projeto nacional do PSB em 2030 PSB teve conversa inicial com Alcolumbre sobre reeleição, diz Casagrande A CNC, porém, pede que a primeira etapa da transição seja adiada para 16 de outubro de 2027 , um ano após a promulgação da emenda. A entidade também quer que a redução definitiva para 40 horas semanais passe a ser exigida apenas em outubro de 2028. Na ação, a confederação argumenta que o prazo de apenas dois meses é insuficiente para que as empresas reorganizem escalas, contratem funcionários e renegociem acordos coletivos. A entidade afirma ainda que a entrada em vigor das novas regras em dezembro coincide com o período de maior movimento do comércio, impulsionado pelo Natal e Ano-Novo . A CNC sustenta que não pretende derrubar o fim da escala 6×1 nem a redução da jornada de trabalho, mas ampliar o prazo de adaptação das empresas às novas exigências. O pedido de liminar será analisado por Dino, que poderá decidir individualmente sobre a suspensão dos prazos antes de submeter a questão ao plenário do Supremo.