Lucro da Prio dispara 468% e supera US$ 500 milhões no terceiro trimestre
Prio (PRIO3) registra lucro de US$ 521 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 468%, com recorde de produção, redução dos custos de extração e queda da dívida líquida.
A Prio ( PRIO3 ) fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 521 milhões , 468% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando atingiu lucro de US$ 91,6 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou US$ 1,135 bilhão entre julho e setembro, alta de 268% ante o reportado um ano antes. Já o indicador ajustado ficou em US$ 1,07 bilhão, avanço de 235% na mesma base de comparação. A receita líquida teve alta de 146% , somando US$ 1,37 bilhão no trimestre. O resultado foi 12% maior em relação ao trimestre anterior. Já o custo de extração ( lifting cost ) teve queda de 11% , para US$ 7,9 por barril no trimestre na comparação com o trimestre anterior, e recuo de 55% em relação a um ano antes. A Prio encerrou o trimestre com dívida líquida consolidada de US$ 3,46 bilhões , ante US$ 4,04 bilhões no segundo trimestre. A alavancagem financeira caiu para 1,1 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ante 1,5 vez na mesma base de comparação, segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) . A companhia destaca que os resultados alcançados neste trimestre refletem a “consistência de uma estratégia baseada em crescimento, eficiência operacional e disciplina financeira”. No período, novos recordes operacionais foram alcançados, com produção média de 191,6 mil barris por dia e vendas de 17,2 milhões de barris no trimestre . Em Peregrino, houve em duas frentes para aumentar a eficiência do campo: o início da produção do poço A-13 (área do Isolado) e a conclusão do reparo do gasoduto, viabilizando a troca do diesel por gás na geração de energia. A companhia enfatiza ainda que, mesmo diante de um cenário de forte aumento dos custos de frete marítimo, conseguiu preservar condições comerciais competitivas na venda do petróleo , realizando um desconto médio de US$ 7,45/bbl. Adicionalmente, a empresa ainda lembra que, em outubro, adquiriu os blocos de Magnetita e Hematita no leilão da Oferta Permanente de Partilha da Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , que, adiante poderão ser desenvolvidos via tieback ao FPSO (plataforma flutuante) já em operação. *Com informações da Broadcast