Governo muda projeto de linha do Metrô e revoga desapropriação de área com 6,7 mil m²; veja onde

Por Estadão · Categoria: Geral ·

O governo de São Paulo decidiu alterar o projeto de implantação da estação Ana Rosa da futura Linha 16-Violeta do Metrô , que ficará na região da Vila Mariana, zona sul da capital paulista . O novo ramal fará ligações com as linhas 1-Azul e 2-Verde. A medida foi publicada nesta quarta-feira, 4, no D

O governo de São Paulo decidiu alterar o projeto de implantação da estação Ana Rosa da futura Linha 16-Violeta do Metrô , que ficará na região da Vila Mariana, zona sul da capital paulista . O novo ramal fará ligações com as linhas 1-Azul e 2-Verde. A medida foi publicada nesta quarta-feira, 4, no Diário Oficial do Estado e revoga a desapropriação de uma área de 6.707,02 m², no encontro da Avenida Conselheiro Rodrigues Alves com o Largo Dona Ana Rosa. A justificativa apresentada é de que “ o avanço dos estudos técnicos indicou, para a implantação da Estação Ana Rosa da Linha 16–Violeta do Metrô, alternativa mais vantajosa”. Ainda de acordo com a resolução, assinada por Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos (SPI), a alteração do projeto prevê “melhor arranjo geométrico da estação, integração mais eficiente com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e menores riscos às edificações lindeiras”. Questionada pelo Estadão , a SPI informou que a implantação do ramal ainda está em fase de estudos técnicos e que alterações são comuns nesta etapa. A multinacional espanhola Acciona, selecionada em um chamamento público para a elaboração dos documentos técnicos necessários para a licitação da nova linha, afirmou que cabe ao governo do Estado se pronunciar sobre alterações no projeto de implantação da estação. Em nota, a SPI afirmou que os estudos que definem o percurso da Linha 16-Violeta “seguem em andamento”, na tentativa de encontrar as “melhores soluções para o traçado e a localização das estações, incluindo Ana Rosa”. “As definições serão consolidadas conforme o avanço dos estudos, considerando critérios técnicos e de mobilidade urbana”. (function(){function e(){window.addEventListener(message,function(e){if(e.data[datawrapper-height]!==void 0){var t=document.querySelectorAll(iframe);for(var n in e.data[datawrapper-height])for(var r=0,i;i=t[r];r++)if(i.contentWindow===e.source){var a=e.data[datawrapper-height][n]+px;i.style.height=a}}})}e()})(); A implementação da linha tem sido marcada por mudanças constantes no desenho do trajeto. A própria estação Ana Rosa é fruto de uma alteração de planejamento. Como mostrou o Estadão, inicialmente a conexão com as linhas 1-Azul e 2-Verde era para ser na Paraíso, mas foi alterada para a Ana Rosa. A estação Teodoro Sampaio, na zona oeste, também prevista para a Linha 16-Violeta e que fará conexões com as futuras Linhas 20-Rosa e 22-Marrom, teve sua localização inicialmente prevista alterada no ano passado, bem como a estação Jardim Paulista, que mudou de lugar. Linha dos parques Conhecida também como “Linha dos Parques”, a futura Linha 16-Violeta do Metrô tem previsão de contar, em uma primeira etapa de obras, com 16 estações distribuídas em um trajeto de 19 quilômetros, que ligará as estações Teodoro Sampaio, em Pinheiros (zona oeste), e Abel Ferreira (zona leste). Nesse trajeto, que prevê oito integrações com outras linhas, estão os parques Ibirapuera, na zona sul, e Aclimação, na região central; o Parque da Independência, na região do Ipiranga (zona sul); e o Parque Ceret, na zona leste da capital. A construção de uma estação perto do Ibirapuera é uma antiga reivindicação dos paulistanos. Em uma segunda etapa, há a possibilidade de o trajeto ser estendido por mais nove estações, com 15 quilômetros, ligando as estações Abel Ferreira e Cidade Tiradentes. Ao final, o projeto do ramal prevê 25 estações e 34 quilômetros de vias. A construção da linha será realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), cujo contrato terá validade de 31 anos. Para a primeira etapa do empreendimento, estão previstos R$ 37,5 bilhões em investimentos - o modelo é semelhante ao atual da Linha 6-Laranja, cujo consórcio responsável é liderado pela Acciona. A publicação do edital que selecionará a empresa responsável pela obra está prevista para o primeiro semestre de 2027. As datas para o leilão e assinatura do contrato ainda não estão definidas.