Mendonça encerra processo sobre desafio de Lula e Flávio para abrir sigilos

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

Ministro do TSE disse ter seguido manifestação do MPE de que "“não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar"

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) André Mendonça extinguiu o processo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se desafiaram a quebrar os próprios sigilos bancários, fiscais e telefônicos e de empresas e familiares. Na decisão, publicada nesta quarta-feira (4), Mendonça afirma seguir a manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral) de que ““não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”. Segundo o ministro, não haveria motivos para interferir na disputa dos adversários ou submeter o “desafio” à Corte. Portanto, o decano julgou “extinta a petição sem resolução do mérito”. Leia Mais: Mansão de R$ 66 milhões que Madonna deixou para Guy Ritchie no divórcio virou cenário de série da Netflix que tem Bruna Marquezine no elenco PSDB procura partidos em busca de consenso sobre voto distrital misto Casagrande: Alckmin é apto à Fazenda, mas decisão exige avaliação política Em decisão anterior, dias antes do pleito, Mendonça afirmou que a divulgação espontânea dos dados não enfrentava qualquer impedimento legal, e que os candidatos poderiam compartilhar as informações por conta própria “conforme os compromissos públicos assumidos”. Com o fim do segundo turno das eleições presidenciais e a manifestação do MPE pelo fim do caso, Mendonça encerrou o processo. Em 25 de outubro, Lula conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões), contra 48,21% de Flávio (59,8 milhões). Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo. No 1º turno, Flávio tinha 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões . *Sob supervisão de Mayara da Paz