Fiesp critica manutenção da Selic em 13,75% e cobra redução
Decisão do Copom encerra o ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou, nesta quarta-feira (4), a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano. Em nota, a entidade diz que a decisão do Copom é um “aperto monetário desmedido”, que coloca a taxa básica em um patamar aproximadamente de três vezes a inflação corrente. A declaração foi feita por meio de uma nota disvulgada após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncias a decisão de manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano , algo que encerra o ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Decisão do Copom Em comunicado, o comitê explicou que a medida de manter inalterada a taxa de juros é “compatível com a estratégia de convergência da inflação ao redor da meta” . A Selic é o principal instrumento do Banco Central para levar a inflação para a meta de 3% , com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está anualizado em 4,58% , acima do intervalo de tolerância. O grupo afirmou, no comunicado, que os riscos para a inflação, seja de alta ou queda, estão “mais elevados que o usual” . No entanto, destacou a tendência de aumento dos preços. O Boletim Focus, divulgado na terça-feira (3), mostrou que o mercado financeiro espera que, em 2026, o IPCA termine a 5,22%, acima da meta . Para 2027, a projeção é de que o índice encerre no intervalo de tolerância a 4,76% . Também no comunicado, o comitê destacou que o cenário externo e doméstico de “incertezas” exige uma “postura de cautela” . De acordo com o grupo, o ambiente internacional está mais “adverso” em razão do prolongamento dos conflitos no Oriente Médio e o consequente impacto sobre o preço do petróleo e derivados , além da política monetária “mais restritiva” das maiores economias.