Filho de Trump concorda com análise de vice sobre derrota nas midterms culpando guerra com Irã
O filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., compartilhou a análise da derrota nas eleições de meio de mandato feita pelo vice-presidente J.D. Vance, que em uma postagem no X escreveu, entre outras coisas, que 'o motivo da nossa derrota foi a guerra' no Irã. 'Cada palavra está 100% co
O filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., compartilhou a análise da derrota nas eleições de meio de mandato feita pelo vice-presidente J.D. Vance, que em uma postagem no X escreveu, entre outras coisas, que 'o motivo da nossa derrota foi a guerra' no Irã. 'Cada palavra está 100% correta', escreveu Donald Trump Jr. em seu comentário na postagem de Vance. Initial plugin text Mesmo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha admitido que a guerra com o Irã foi 'em grande parte' a razão para a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, ele ainda não culpou ninguém publicamente. Mas a rede de TV americana NBC News informa que Trump disse a alguns de seus aliados nos últimos dias que está considerando substituir o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de acordo com duas pessoas familiarizadas com as discussões. Segundo a reportagem, Trump perguntou aos aliados quem eles achavam que deveria suceder Hegseth. A reportagem ainda lembra que o ex-presidente americano George W. Bush demitiu seu secretário de Defesa após a derrota nas eleições de meio de mandato de 2006, em decorrência da guerra no Iraque. JD Vance busca aliança com republicanos descontentes com Trump visando eleições de 2028, diz Fox News Vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, durante embarque para o Paquistão. JACQUELINE MARTIN / POOL / AFP O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, está em busca uma nova aliança com republicanos descontentes com o presidente americano, Donald Trump, visando as eleições de 2028. Um funcionário do governo Trump, em declaração à Fox News, afirmou que o apelo de Vance pela 'nova direita', definida de forma ampla como uma coalizão de republicanos alinhados ao movimento original 'America First' do presidente, se baseia em princípios como se manter fora de conflitos estrangeiros, tornar os EUA acessíveis para americanos que desejam constituir família e fechar as fronteiras. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, tentou se distanciar do presidente americano, Donald Trump, após a derrota nas midterms, as eleições de meio de mandato. Os republicanos saíram como grande derrotados, com uma vitória esmagadora na Câmara, Senado e nos governos dos democratas. Vance é considerado um dos nomes mais fortes para ser o candidato à presidência em 2028 pelo partido, em uma disputa direta com o secretário de Estado, Marco Rubio. 'O motivo da nossa derrota foi a guerra', escreveu Vance em um longo texto publicado nas redes sociais, culpando a campanha de Trump contra o Irã pelo colapso histórico dos republicanos. Análises políticas da imprensa americana destacam que Vance precisa convencer os eleitores desiludidos do MAGA de que entende seu sentimento de traição, mesmo permanecendo uma figura central na administração responsável pela guerra com o Irã. 'Hoje, JD Vance se tornou presidente — ou agiu como se quisesse se tornar um', disse uma fonte próxima ao governo ao Axios. Vance argumentou que os problemas da coalizão de Trump para 2024 foram a causa do colapso do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira. Citando pesquisas com eleitores descontentes de Trump, ele identificou quatro reivindicações: fim da guerra, custo de vida, América em primeiro lugar e mudança da relação com Israel. Esses são justamente os quatro temas mais debatidos entre os principais ativistas do movimento MAGA. Por isso, Vance está se alinhando com esses líderes em assuntos nos quais a raiva dos apoiadores de Trump está em alta. 'Se você quiser argumentar que [a guerra] valeu a pena, que perder o Senado pelos próximos 6 anos valeu a pena, então faça isso. Argumente que foi um preço que valeu a pena pagar. Concorde ou discorde, isso é pelo menos honesto', escreveu o vice. Trump reconheceu que a guerra prejudicou os republicanos, mas insistindo que valeu a pena o custo. 'Se eu tivesse que fazer tudo de novo, faria. No que diz respeito àquela guerra, eu não teria feito nada diferente', disse a repórteres. Quanto à publicação de Vance, Trump disse: 'Eu sei como ele se sente a respeito. Acho que foi bom. Achei ótimo'. A Axios diz que os comentários de JD Vance pegaram de surpresa alguns membros da Casa Branca. Apesar disso, ele trabalhou com altos funcionários do governo no texto, mesmo assim foram suas 'palavras e pensamentos'. 'A terça-feira mostrou que o rei estava nu, e Vance sabia que devia apenas constatar o óbvio. Haverá muitos outros republicanos a distanciarem-se ainda mais do presidente', disse um assessor. Vance questionou em privado os objetivos e a duração da guerra, mas depois defendeu publicamente a campanha e liderou as negociações de paz com o Irã. Sua análise posterior o coloca agora firmemente no campo dos anti-intervencionistas. Isso poderia ajudá-lo a repelir potenciais adversários em 2028, que também são céticos em relação à intervenção estrangeira. Isso também oferece a Vance uma oportunidade para se opor aos republicanos mais linha-dura, particularmente o senador do Texas, Ted Cruz. Se Cruz se candidatar em 2028, como muitos esperam, e argumentar que é hora de o partido deixar para trás as figuras da administração Trump, Vance poderia tentar argumentar que Cruz estava do lado errado da questão que contribuiu para a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato. Trump ainda não nomeou Vance como seu sucessor, e o colapso republicano já está expondo os contornos de uma potencial disputa pela sucessão. Questionado na quarta-feira se havia discutido uma candidatura presidencial com Vance, Trump disse que os dois conversam sobre 'muitas coisas', antes de acrescentar que não sabe 'quem vai se candidatar'. Donald Trump ao lado de J.D. Vance Rebecca DROKE / AFP