Encontro entre Trump, Xi e Putin pode acontecer em cúpula da APEC

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

Pequim adota postura cautelosa após eleições americanas e defende diálogo construtivo para renovar trégua comercial que expira em janeiro

A China acompanhou atentamente a derrota sofrida pelo presidente Donald Trump nas Eleições de Meio de Mandato. Publicamente, Pequim mantém uma postura cautelosa e reservada, considerando que ainda é cedo para tirar qualquer conclusão. A única manifestação oficial veio da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que prontamente classificou as Eleições de Meio de Mandato como “uma questão interna dos Estados Unidos”. Ela reiterou que a China está disposta a trabalhar com os EUA para construir uma relação bilateral construtiva e estável — um consenso alcançado pelo líder chinês Xi Jinping e por Trump durante o encontro que tiveram em maio. Interesse da Rússia na Ucrânia não depende da eleição nos EUA, diz Kremlim Análise: Quanto poder Trump realmente terá depois da derrota no Congresso? Análise: Trump perde atalho para sua agenda energética Pequim entende que, embora os democratas tenham retomado o controle das duas casas do Congresso , Trump — mesmo em fim de mandato — ainda detém poder significativo no que diz respeito ao comércio e à política externa. Uma frágil trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo expira em janeiro. Alguns analistas sugerem que, sem a preocupação de que contramedidas chinesas possam afetar resultados eleitorais, a administração Trump pode se tornar mais propensa a adotar uma postura de linha-dura em futuras negociações. Com a derrota contundente dos republicanos sendo amplamente interpretada como uma rejeição a Trump, alguns membros do Partido Republicano no Congresso podem se sentir menos receosos em contrariá-lo e adotar uma posição mais rígida em relação à China — especialmente se Trump continuar a elogiar Xi Jinping e a manter uma postura considerada branda diante de Pequim. Pequim também se prepara para sediar a cúpula da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) em menos de duas semanas, na cidade de Shenzhen — um polo de alta tecnologia —, onde Xi Jinping pretende exibir uma China mais forte e receber diversos líderes. Na ocasião, espera-se que o presidente chinês se reúna com Trump pela terceira vez este ano; é possível, inclusive, que ambos participem de um encontro histórico com o presidente russo, Vladimir Putin, à margem da cúpula. No mês passado, Trump afirmou estar aberto a essa possibilidade. Ele declarou aos jornalistas: “Poderíamos conversar sobre armas nucleares e desnuclearização”, acrescentando: “Tenho certeza de que também abordaríamos outros temas, como o comércio”. Reunião entre Trump e Xi Jinping pode definir cenário global; veja no Olhar Externo | HORA H