Dívida pública sobe a R$ 11,1 trilhões no governo Lula, que reúne economistas sob pressão por ajuste fiscal
Com endividamento em 82,9% do PIB, governo discute medidas para conter gastos e definir os rumos da economia. O post Dívida pública sobe a R$ 11,1 trilhões no governo Lula, que reúne economistas sob pressão por ajuste fiscal apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.
A dívida pública brasileira chegou a R$ 11,1 trilhões , o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) , e aumentou a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por medidas de ajuste fiscal. Em meio às preocupações com as contas públicas, Lula convocou ministros, ex-integrantes da equipe econômica e conselheiros para discutir nesta quinta-feira (5) os rumos da economia no próximo mandato. O endividamento atingiu, em setembro, o maior nível desde 2021, segundo os dados mais recentes do Banco Central. Desde dezembro de 2022, antes do início do terceiro mandato de Lula, a dívida bruta subiu 11,2 pontos percentuais do PIB , passando de 71,7% para 82,9%. O encontro foi marcado para o Palácio da Alvorada, em Brasília, e deve contar com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, seu antecessor, Fernando Haddad, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e outros nomes ligados à política econômica. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convidado, mas não deve participar devido a outro compromisso. Leia também: No primeiro Copom após eleição, Selic é mantida em 13,75% ao ano e interrompe ciclo de cortes Dívida pública pressiona governo O crescimento do endividamento é um dos principais desafios para o próximo mandato. A dívida bruta reúne obrigações do governo federal, dos estados e dos municípios e é acompanhada pelos investidores como um indicador da situação fiscal do país. Em setembro, o indicador permaneceu estável em relação a agosto, mas acumulou alta de 4,3 pontos percentuais do PIB desde o início de 2026. Os juros da dívida foram um dos principais fatores de pressão sobre o endividamento ao longo do ano. O encontro ocorre um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano , interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. Os juros elevados aumentam o custo de financiamento do governo e dificultam a estabilização da dívida. Ao mesmo tempo, o Banco Central considera a trajetória das contas públicas um dos fatores relevantes para as expectativas de inflação e a condução da política monetária. O cenário econômico também tem sido marcado pela volatilidade do dólar e da Bolsa brasileira desde o segundo turno das eleições, em meio às dúvidas dos investidores sobre a política fiscal do próximo mandato. Durigan descarta medidas imediatas O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que levará propostas para a condução da economia nas próximas semanas, mas afirmou que não há previsão de anúncios nos próximos dias. Segundo ele, novas informações poderão ser divulgadas após a viagem internacional de Lula, que participará da COP. Até lá, a equipe econômica continuará discutindo propostas com o presidente. Durigan assumiu a Fazenda após a saída de Fernando Haddad para disputar o governo de São Paulo. Agora, participa das discussões sobre como conciliar o equilíbrio das contas públicas com os compromissos assumidos por Lula durante a campanha. Integrantes da equipe econômica participam das discussões Além de Durigan, Haddad e Alckmin, estão entre os convidados o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O grupo reúne integrantes e ex-integrantes de governos petistas com diferentes visões sobre o papel do Estado na economia, o controle das despesas e os investimentos públicos. Entre os desafios, estão a manutenção dos programas sociais e dos compromissos de campanha diante da necessidade de estabilizar a dívida. O encontro desta quinta-feira, porém, não representa a definição de um novo pacote econômico. As medidas ainda estão em discussão. Lula deve ampliar consultas O presidente também pretende ouvir economistas de diferentes correntes nas próximas semanas, incluindo especialistas com posições distintas sobre o controle de gastos e o papel do Estado na economia. Representantes do setor empresarial devem participar das futuras conversas. Entre os grupos previstos estão banqueiros, empresários da construção civil e de outros segmentos produtivos. A série de encontros ocorre em meio à cobrança por uma estratégia capaz de estabilizar a dívida pública e dar maior previsibilidade à política econômica. O post Dívida pública sobe a R$ 11,1 trilhões no governo Lula, que reúne economistas sob pressão por ajuste fiscal apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .