Durigan vê juros muito altos, mas evita criticar decisão do Copom

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros é muito alta no Brasil, mas evitou criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Na quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e interrompeu o ciclo de cortes

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, fala durante entrevista em seu gabinete em Brasília, Brasil, em 24 de abril de 2026. REUTERS/Jorge Silva " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/06/2026-06-18T142742Z_1_LYNXMPEM5H12V_RTROPTP_4_BRAZIL-ECONOMY-DURIGAN.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" /> O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros é muito alta no Brasil, mas evitou criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central . Na quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano e interrompeu o ciclo de cortes. “Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”, disse o ministro. O presidente Lula (PT) foi reeleito em outubro e começa o quarto mandato em 2027. A pausa encerrou uma sequência de cinco reduções consecutivas. O ciclo começou em março, quando a Selic estava em 15% ao ano. Leia também Lula reúne Haddad, Durigan e Galípolo para discutir dívida pública e rumo da economia Presidente convocou ministros e economistas próximos em meio à pressão por ajuste fiscal e às incertezas sobre a equipe econômica do quarto mandato Quem vai comandar o Congresso em 2027? Entenda a disputa entre Lula e PL Direita concentra esforços no Senado, enquanto negocia espaço na Câmara para 2027 Durigan disse que a equipe econômica vai continuar trabalhando para reequilibrar as contas públicas, que acumulam déficits nos últimos anos. Déficits pressionam as expectativas de inflação, o dólar e, por consequência, os juros. “Eu acho que é cumprir o que a gente tem já feito nesses quatro anos aqui no Ministério da Fazenda, em que a gente enfrenta um déficit que veio do governo Bolsonaro, e dar as condições para o país ter um superávit a partir do próximo ano, com os ajustes necessários”, afirmou. O ministro ainda reiterou que o governo “ nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres “. Ele também descartou anúncios de novas medidas fiscais nos próximos dias. The post Durigan vê juros muito altos, mas evita criticar decisão do Copom appeared first on InfoMoney .