Queda de dividendos e socorro aos Correios pressionam Orçamento de 2027 em R$ 26,3 bilhões

Por Times Brasil — Brasil · Categoria: Nacional ·

Queda de R$ 20,6 bilhões nos dividendos de estatais e aporte de R$ 6 bilhões aos Correios ampliam a pressão sobre as contas públicas em 2027 O post Queda de dividendos e socorro aos Correios pressionam Orçamento de 2027 em R$ 26,3 bilhões apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

A redução das receitas com dividendos de empresas estatais e o aumento dos aportes financeiros devem piorar em R$ 26,3 bilhões o equilíbrio do Orçamento federal de 2027, em comparação com este ano. O cenário combina menor arrecadação e maior necessidade de recursos públicos, em meio aos desafios do governo para cumprir a meta fiscal. Segundo o Tesouro Nacional, a previsão de receitas com dividendos das estatais cairá de R$ 51,5 bilhões , em 2026, para R$ 30,9 bilhões no próximo ano. A redução é de R$ 20,6 bilhões, aproximadamente 40%. Esses valores correspondem à parcela dos lucros das empresas públicas repassada à União. Do lado das despesas, os aportes financeiros às estatais devem subir de R$ 257 milhões, em 2026, para R$ 6 bilhões em 2027. O aumento está relacionado principalmente ao plano de socorro aos Correios, que enfrentam dificuldades financeiras e passam por uma reestruturação. Os dados constam do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado pelo Tesouro Nacional, conforme informou o jornal O Globo. A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Mesmo com as medidas de reorganização, o Tesouro alerta que a situação financeira da empresa pode continuar se agravando. Leia também: Durigan critica Selic a 13,75% e diz que governo prepara medidas para criar condições de redução dos juros Outras estatais também preocupam O relatório de riscos fiscais também aponta a possibilidade de aportes emergenciais em outras empresas públicas, como Eletronuclear, Casa da Moeda e companhias responsáveis pela administração de portos. Além disso, as estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior déficit do período desde o início da série histórica, em 2002. O levantamento do Banco Central não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos. Meta fiscal de 2027 A pressão sobre as contas públicas ocorre em um momento de busca pelo equilíbrio fiscal. Para 2027, o governo terá de perseguir uma meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões. A equipe econômica também já anunciou que precisará remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento do próximo ano para acomodar medidas de estímulo econômico anunciadas durante a campanha eleitoral. A combinação de receitas menores, necessidade de aportes e novas despesas amplia o desafio fiscal do governo para 2027. O post Queda de dividendos e socorro aos Correios pressionam Orçamento de 2027 em R$ 26,3 bilhões apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .