Lucro da Ânima dispara 143% no 3T26 com estratégia de ‘ninguém paga mais pelo mesmo’

Por Estadão · Categoria: Geral ·

Ânima Educação registra alta de 142,7% no lucro trimestral, com avanço das mensalidades médias, melhora na atração de alunos e expansão das margens.

A Ânima Educação ( ANIM3 ) reportou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026 , alta de 142,7% em relação aos R$ 36,5 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado refletiu o crescimento da receita e do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a melhora do desempenho operacional e a redução das amortizações de ativos intangíveis de empresas adquiridas. Entre julho e setembro, a receita líquida da companhia somou R$ 1,085 bilhão , aumento de 7,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado totalizou R$ 420,7 milhões, alta de 12,4%, enquanto a margem ajustada avançou 1,5 ponto porcentual, para 38,7%. O desempenho operacional foi impulsionado principalmente pelo Ânima Core , cujo resultado operacional cresceu 24,9%, para R$ 257,7 milhões. No segmento, a receita líquida do Ensino Acadêmico avançou 12,1%, beneficiada pelo aumento de 14,8% no tíquete líquido médio e pela melhora na atração de alunos. A margem operacional do Core subiu para 41,8%, ante 37,4% um ano antes. Segundo a diretora-presidente da empresa, Paula Harraca , o resultado é decorrente da estratégia adotada pela companhia de investir em qualidade do ensino , o que justifica mensalidades maiores e sem descontos. Com isso, a executiva avalia que os estudantes valorizam o que a empresa vem fazendo. “Ninguém paga mais pelo mesmo, por isso, a gente vem fazendo trabalho de melhoria na experiência para o aluno”. Ela disse, ainda, que a estratégia da empresa é alcançar um equilíbrio entre atração e manutenção dos alunos com valores justos de mensalidade . “Era grande desafio voltar a crescer atração e base de alunos, e nossa estratégia não é um em detrimento do outro”, afirmou. No consolidado, o resultado operacional ajustado cresceu 11,3% , com expansão de 1,4 ponto porcentual na margem. A companhia também registrou redução das despesas gerais e administrativas como proporção da receita, atribuída à alavancagem operacional e à disciplina na gestão de custos e despesas. Outro fator que contribuiu para o lucro foi a queda de 60,5% na amortização de ativos intangíveis de empresas adquiridas , para R$ 4,8 milhões. No trimestre, o resultado financeiro líquido da Ânima foi negativo em R$ 185,3 milhões , uma piora de 1,5% em relação ao resultado negativo de R$ 182,6 milhões registrado um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu o aumento de 20% nas receitas com aplicações financeiras, favorecido pelo maior saldo médio de caixa, que chegou a R$ 1,944 bilhão, mas também a alta de 1,3% nas despesas com juros de empréstimos, em razão do maior endividamento bruto, parcialmente compensada pela redução do custo total da dívida. A renovação de contratos de locação de longo prazo também elevou as despesas financeiras de arrendamento relacionadas ao IFRS 16 (norma contábil de arrendamentos). A geração de caixa operacional do trimestre foi de R$ 445,1 milhões , alta de 16,6% na comparação anual. Ao final de setembro, a dívida líquida ajustada da Ânima era de R$ 2,832 bilhões, aumento de 0,8% ante os R$ 2,809 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Já a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda ajustado ex-IFRS 16 dos últimos 12 meses, ficou em 2,18 vezes, redução de 0,22 ponto porcentual (p.p.) ante 2,40 vezes no terceiro trimestre de 2025. *Com informações da Broadcast