Cartão, cheque especial e empréstimo: por que a taxa cobrada do brasileiro não acompanha a Selic

Por Estadão · Categoria: Geral ·

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery fez um ranking de qual modalidade de crédito cobra os juros mais altos no Brasil. O topo da lista é liderado por cartão de crédito e cheque especial . “O t

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery fez um ranking de qual modalidade de crédito cobra os juros mais altos no Brasil. O topo da lista é liderado por cartão de crédito e cheque especial . “O tema dos juros está no centro do debate público e pode ser difícil entender por que os números que estão sendo falados são tão diferentes dos juros que você paga nas suas dívidas”, diz Nery. Mas reduzir a Selic não necessariamente reduz os juros cobrados de empréstimos no mercado. Por isso, diz Nery, talvez fosse mais contundente o governo continuar adotando medidas direcionadas à redução do spread bancário, que é a diferença entre o custo do empréstimo para o banco na captação e aquilo que ele cobra do tomador. Além disso, embora a redução dos juros seja vista como uma alternativa para diminuir o custo da dívida pública, essa medida pode não produzir necessariamente o efeito esperado. Isso porque as taxas que incidem sobre os títulos públicos nem sempre acompanham a Selic na mesma proporção. Elas também dependem da percepção de risco dos investidores em relação à capacidade do governo de honrar suas dívidas e do prêmio que exigem para emprestar dinheiro ao Estado.