Banco Central mantém Selic a 13,75% a.a. –culpa é do governo

Por Jovem Pan · Categoria: Entretenimento ·

De acordo com o Banco Central, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias pioraram

É difícil o governo entender que o Banco Central (Bacen) não cortou a Selic de 13,75% a.a. para 13,5% a.a. por má vontade. Pelo contrário, o Bacen determina a taxa básica de juros baseado no cenário inflacionário. De acordo com o Banco Central, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias pioraram. O documento pontua que a piora está relacionada com a elevação dos juros em economias desenvolvidas – que pressiona o câmbio por aqui -, aumento do preço do petróleo por conta da guerra entre EUA e Irã e mercado de trabalho ainda aquecido, que traz pressões de consumo. Tudo isso é verdade e explica o aumento do risco inflacionário. No entanto, o que o Bacen não falou explicitamente em seu comunicado é que o mau humor em relação à inflação futura decorre essencialmente da deterioração das expectativas fiscais. Prova disso é que após o resultado do 1º turno, quando Flávio Bolsonaro era favorito, havia expectativa de corte de 0,25 p.p. na Selic, e o rendimento dos títulos públicos indicavam que a taxa básica de juros cairia para 12%a.a ou até menos. Com a vitória inesperada de Lula, as taxas dos títulos públicos dispararam para mais de 15% a.a., indicando que a Selic subirá para este patamar ao longo do tempo dos próximos anos. O que explica a disparada das taxas dos títulos públicos, que embute a média da expectativa futura da Selic mais um prêmio de risco, após a vitória de Lula? A resposta é a deterioração fiscal, que traz mais inflação e eleva o prêmio de risco da dívida pública. E política fiscal não é feita pelo Banco Central, mas pelo governo federal. Lula e sua equipe econômica, com seu expansionismo fiscal, tem culpa pela Selic a 13,75% a.a. e pelas altas que virão a seguir.