Ministério do Trabalho registra mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral

Por A Crítica · Categoria: Nacional ·

Plataforma criada após o segundo turno contabiliza relatos de ameaças e perseguições políticas no ambiente de trabalho.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em todo o Brasil. O balanço foi divulgado pelo ministro Luiz Marinho e reúne dados de canais digitais específicos criados pelo governo federal após o segundo turno das eleições. O volume de registros cresceu rapidamente: em apenas três dias de funcionamento, o canal já havia contabilizado mais de 4 mil relatos. A maior parte das queixas se concentra na região Sudeste, com o estado de São Paulo liderando o número de notificações no levantamento inicial. O aumento nas queixas ocorreu em meio a manifestações em redes sociais que promoviam boicotes a empresas e perseguições a funcionários motivadas por preferências partidárias. O assédio eleitoral se configura quando empregadores ameaçam demitir, reduzir salários, alterar jornadas de forma punitiva ou discriminar trabalhadores com base em suas convicções políticas. O ministério ressalta que o número de registros não equivale automaticamente à confirmação de infrações, pois os casos ainda passam por análise e apuração da Auditoria Fiscal do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT). A prática é proibida pela legislação trabalhista e pode gerar multas, processos por danos morais individuais ou coletivos, além da obrigação de readmissão de empregados demitidos indevidamente. Nesta fase inicial, a atuação dos órgãos públicos prioriza ações educativas e a busca por retratações públicas de empregadores para evitar desligamentos e litígios na Justiça do Trabalho. As denúncias podem ser feitas por quem sofreu ou presenciou a coerção por meio dos portais oficiais do Ministério do Trabalho e do MPT.