Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias e avanço democrata

Por A Crítica · Categoria: Nacional ·

Candidatos conquistaram cargos inéditos para mulheres negras, indígenas, latinos, muçulmanos e pessoas LGBTQIA+.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos registraram marcos inéditos de representatividade para minorias políticas e garantiram expressivas vitórias para o Partido Democrata, impondo derrotas ao governista Partido Republicano e ao presidente Donald Trump. Em Michigan, o médico Abdul El-Sayed, de 42 anos, tornou-se o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos Estados Unidos. Conhecido por defender pautas progressistas, como a universalização da saúde, El-Sayed superou a retórica anti-muçulmana durante a campanha e garantiu uma cadeira estratégica para os democratas. A representação indígena também alcançou conquistas históricas. No Novo México, Deb Haaland, integrante do povo Laguna Pueblo e ex-secretária do Interior no governo de Joe Biden, venceu o republicano Greg Hull e se tornou a primeira mulher indígena a governar um estado americano. Já em Minnesota, Peggy Flanagan foi eleita a primeira senadora indígena da história do país. Em New Hampshire, a vitória do democrata Chris Pappas levou ao Senado seu primeiro membro homem abertamente gay. Vitórias democratas e quebra de tabus estaduais No Texas, reduto tradicionalmente republicano, o Partido Democrata venceu suas primeiras disputas majoritárias estaduais desde 1994. Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott e se consagrou como a primeira mulher latina a governar o estado. Na mesma votação, James Talarico, de 37 anos, superou o procurador-geral Ken Paxton e conquistou uma vaga no Senado. No Kansas, Adam Hamilton assegurou uma cadeira no Senado, sendo o primeiro democrata a vencer no estado desde 1932. Na Costa Oeste, Xavier Becerra tornou-se o primeiro latino a assumir o governo da Califórnia após derrotar o republicano Steve Hilton. Na Geórgia, a ex-prefeita de Atlanta Keisha Lance Bottoms venceu o executivo Rick Jackson e assumiu o governo estadual, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar um cargo executivo desse nível nos Estados Unidos e devolvendo o controle do estado aos democratas após mais de 20 anos. No mesmo estado, o senador Jon Ossoff foi reeleito aos 39 anos e segue cotado entre os nomes do partido para disputas futuras, embora afirme não ter planos de concorrer à Casa Branca.