JPMorgan vê lucro de emergentes resiliente e mantém Brasil entre mercados preferidos

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

Os resultados do terceiro trimestre têm reforçado a resiliência das empresas de mercados emergentes, mesmo em meio à recente correção das ações ligadas à inteligência artificial e às incertezas macroeconômicas globais. Em relatório global, o JPMorgan afirma que a temporada de balanços segue sustenta

Homem aponta para um painel de cotações eletrônico no centro de São Paulo, Brasil, 7 de janeiro de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-30-153647.png?fit=860%2C606&quality=70&strip=all" /> Os resultados do terceiro trimestre têm reforçado a resiliência das empresas de mercados emergentes, mesmo em meio à recente correção das ações ligadas à inteligência artificial e às incertezas macroeconômicas globais. Em relatório global, o JPMorgan afirma que a temporada de balanços segue sustentando as perspectivas para as bolsas emergentes e mantém exposição acima da média em países como Brasil, China, Coreia do Sul, Taiwan, África do Sul, Grécia, Peru e Malásia. No levantamento, que reúne companhias do índice MSCI Emerging Markets, o banco destaca que 71% das empresas já divulgaram seus resultados e aponta crescimento de 57% no lucro líquido na comparação anual. As receitas avançaram 33% e o Ebitda subiu 49%, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia na Ásia. Apesar da forte correção recente das ações ligadas à inteligência artificial, o JPMorgan avalia que as principais fabricantes de semicondutores continuam apresentando fundamentos sólidos. Empresas como Samsung Electronics, SK Hynix e TSMC reportaram resultados acima do esperado e reforçaram perspectivas favoráveis para a demanda de IA até pelo menos 2028. Segundo o banco, a conclusão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos também pode funcionar como um catalisador para as bolsas emergentes ao reduzir parte da incerteza política global. Além disso, o JPMorgan entende que os mercados emergentes continuam negociando em níveis historicamente descontados e seguem relativamente pouco posicionados nas carteiras internacionais. Leia também US$ 2,5 tri evaporam da Nasdaq com “tsunami azul” despertando temores em relação à IA O Índice Nasdaq Composite caiu 5,5% devido aos temores dos investidores de que a vitória esmagadora do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato pudesse paralisar a expansão da infraestrutura de IA No caso do Brasil, o banco vê um cenário mais desafiador do ponto de vista macroeconômico, mas destaca que os resultados corporativos têm mostrado resistência. Até o momento, as empresas brasileiras que divulgaram balanços registram crescimento médio de 7% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, com uma proporção maior de resultados acima das expectativas do que abaixo. O principal suporte ao mercado brasileiro tem vindo do setor de energia. O JPMorgan cita especificamente a PRIO ( PRIO3 ) e a Vibra ( VBBR3 ) como destaques positivos da temporada. Em contrapartida, o desempenho do segmento de materiais continua sendo pressionado pela Vale ( VALE3 ), embora a mineradora tenha entregado Ebitda ligeiramente superior ao esperado pelo banco e pelo consenso do mercado, com destaque para o desempenho da divisão de cobre. O relatório também observa que setores industriais e financeiros brasileiros vêm registrando crescimento anual dos lucros. Ainda assim, os estrategistas alertam que investidores seguem atentos à desaceleração do crédito e à possibilidade de pressão sobre as margens financeiras dos bancos diante de uma carteira mais conservadora. Na América Latina, o México apareceu como um dos destaques da temporada de balanços. As empresas mexicanas entregaram crescimento de 28% no lucro líquido na comparação anual, impulsionadas principalmente pelos setores de mineração, petroquímica e construção. Para 2027, o JPMorgan afirma que as revisões de lucro continuam positivas nos mercados emergentes, embora em ritmo mais moderado do que nos meses anteriores. O banco observa melhora das estimativas especialmente na Índia, enquanto Coreia do Sul e Taiwan seguem liderando os aumentos nas projeções de resultados corporativos. Na estratégia regional, o Brasil permanece entre os mercados favoritos da estratégia global de emergentes do banco, ao lado de China, Coreia do Sul e Taiwan. A instituição argumenta que o mercado brasileiro combina avaliações descontadas, potencial de entrada de recursos internacionais e crescimento ainda positivo dos lucros, embora reconheça que o ambiente de juros elevados e incertezas domésticas limita um potencial mais expressivo de valorização no curto prazo. Já para o universo emergente como um todo, a mensagem central é que os lucros seguem sustentando a tese de investimento. Mesmo com a concentração do crescimento em tecnologia, o JPMorgan vê sinais de melhora em outros setores e mercados, o que pode ampliar a base de sustentação para as bolsas emergentes em 2027. The post JPMorgan vê lucro de emergentes resiliente e mantém Brasil entre mercados preferidos appeared first on InfoMoney .