Marcola contesta acusação do MP sobre lavagem de dinheiro com PCC e Deolane
Defesa aponta irregularidades na investigação da Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano, e contesta elementos apresentados pelo Ministério Público de São Paulo
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital) , protocolou nesta quarta-feira (4) uma resposta às acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo contra os investigados na Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano. A investigação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa, levou à prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra , suspeita de envolvimento com o grupo e de ocupar uma posição de destaque em sua estrutura financeira e empresarial. A ação ainda mirou, além da influenciadora, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior , Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, familiares de Marcola. Na manifestação apresentada esta semana, a defesa, representada pelo advogado Bruno Ferullo, apontou supostas irregularidades desde a fase de investigação , que, para ele, “comprometem a validade de atos do processo”. Leia Mais Justiça de SP marca julgamento de habeas corpus de Deolane Bezerra Irmã diz que Deolane Bezerra sofreu ameaça de morte na prisão Deolane completa três meses presa e juiz vai reavaliar se mantém prisão Além disso, o advogado também solicitou acesso a elementos da apuração que ainda não foram disponibilizados e a realização de diligências para esclarecer os fatos. Ao contestar as acusações, a defesa sustentou que as provas apresentadas pelo Ministério Público são insuficiente s para demonstrar a responsabilidade penal atribuída a cada um dos investigados. À CNN Brasil , a defesa de Marcola informou que aguarda a manifestação do Ministério Público e a posterior análise dos pedidos pelo juízo. Operação Vérnix Segundo o Ministério Público de São Paulo, a família de Marcola atuava junto da influenciadora para lavar dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), considerada a principal facção criminosa do país. As apurações que culminaram na operação Vérnix tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Leia também: Operação que prendeu Deolane também tem Marcola e família como alvo O material, encontrado com dois detentos, detalhava a dinâmica interna da facção e mencionava uma “mulher da transportadora” que colaboraria com o levantamento de endereços de agentes públicos para possíveis ataques. A investigação aponta que Deolane e membros da família de Marcola, principal liderança do PCC, são alvos de um inquérito que apura crimes de lavagem de capitais e organização criminosa. Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP | CNN NOVO DIA A polícia identificou uma empresa de transportes em Presidente Venceslau utilizada como braço financeiro, que era controlada pela família de Marcola. No decorrer das investigações, a perícia em um aparelho celular revelou conversas entre familiares e Deolane Bezerra . Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de bens de luxo. Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP