Polícia vai analisar celular de Maria do Carmo para apurar participação em vídeo contra filha de Omar
De acordo com o delegado, uma das linhas de investigação busca determinar se Maria do Carmo participou da decisão de publicar o conteúdo em suas redes sociais.
A extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos na residência da professora e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), será uma das próximas etapas da investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) sobre a divulgação de um vídeo envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD). Segundo o delegado Marcelo Martins, responsável pelas diligências da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) , o objetivo é identificar possíveis provas e esclarecer o nível de participação de cada envolvido no caso. De acordo com Martins, uma das linhas de investigação busca determinar se Maria do Carmo participou da decisão de publicar o conteúdo em suas redes sociais. “Uma parte dessa investigação apura se a Maria do Carmo efetivamente participou, qual o nível de participação dela. Presume-se que ela avaliou e permitiu a postagem”, afirmou. Para o delegado, a apreensão do celular da ex-candidata permitirá aprofundar essa apuração e verificar as circunstâncias da divulgação do material, que é investigado por possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O delegado informou ainda que já realizou uma leitura integral do procedimento investigativo em dois dias, mas ressaltou que outras diligências ainda serão necessárias para a conclusão do inquérito. A busca e apreensão na residência de Maria do Carmo foi realizada na manhã desta sexta-feira (6), a partir das 5h, após decisão judicial que restabeleceu a autorização para a medida. A investigação teve origem em denúncias apresentadas por Omar Aziz e é um desdobramento da operação iniciada em 29 de outubro, quando profissionais ligados à campanha da ex-candidata também foram alvos de medidas judiciais. Martins também comentou os episódios registrados durante o cumprimento do mandado. Segundo ele, houve discussões no momento em que Maria do Carmo chegou ao imóvel, acompanhada de advogados. O delegado afirmou que os acontecimentos foram filmados durante a diligência. A defesa da ex-candidata, por sua vez, divulgou nota na qual denuncia suposta perseguição política e aponta possíveis abusos de autoridade na condução da operação.