AGU vai recorrer da decisão que liberou a volta de três casas de aposta

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

TRF-3 autorizou que sites gerenciados pela CDA Gaming voltem a operar após medida provisória do governo Lula proibir as bets no país

A AGU ( Advocacia-Geral da União ) afirmou, nesta sexta-feira (6), que vai recorrer da decisão do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) após desembargadora liberar a retomada de três casas de aposta online da empresa CDA Gaming . O despacho da juíza Adriana Pileggi de Soveral vai contra a medida provisória do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as bets no país, e beneficia os sites Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. “A Advocacia-Geral da União (AGU) irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que liberou o funcionamento de casas de apostas on-line da empresa CDA Gaming”, diz a AGU em nota enviada à CNN Brasil . Leia Mais AGU muda posição e pede ao STF derrubada do marco legal das bets Governo Lula quer mecanismo para fiscalizar bets clandestinas PT e PL foram a favor da legalização e regulamentação das bets no Congresso A reportagem também questionou no que esse recurso deve se basear para rebater o despacho da juíza, mas ainda não teve retorno. Entenda o caso O TRF-3 autorizou, nesta semana, a retomada das operações de três casas de aposta da empresa CDA Gaming . Soveral considerou que o cancelamento da autorização das bets, sem a restituição do valor pago pela outorga ou o pagamento de indenização, configura “um verdadeiro confisco”. No processo, a empresa argumentou que teve “autorização onerosa para exploração de apostas de quota fixa , mediante pagamento de R$ 30.000.000, com validade até 31 de dezembro de 2029″. Para a CDA Gaming, a proibição das bets antes desse período violou a segurança jurídica e os princípios da proporcionalidade. A autorização do funcionamento da CDA Gaming ocorreu na Portaria SPA/MF nº 255, em 7 de fevereiro de 2025 . O governo federal proibiu as bets no final de setembro deste ano sob o argumento de que os jogos online causam dependência, dívida e problemas de saúde na população. As advertências e multas a quem descumprir a decisão podem chegar a R$ 2 milhões. Contudo, a juíza entendeu que o governo federal não tem “poder mágico de alterar subitamente o acertado com eventual contratado, correndo o risco de descrédito total em relação aos contratos efetuados com a Administração Pública”. “A par de romper o contrato autorizado e causar prejuízo ao mesmo, a MP exorbita ainda mais ao sujeitar o operador a multa diária de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) e outras sanções (§ 2º do art. 8º)”, completou a desembargadora. Adriana Pileggi Soveral ainda determinou a adoção de recursos financeiros e operacionais para que os jogos online voltem a operar . Análise: Fim das bets abre debate sobre impacto econômico | WW