Santiago Peña é o 2º presidente do Paraguai a sofrer impeachment
Ex-mandatário foi destituído pelo Congresso em aprovação unânime, 14 anos depois da queda de Fernando Lugo
Santiago Peña (Partido Colorado, direita) sofreu impeachment nesta 6ª feira (6.nov.2026), com aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado do Paraguai. Com a decisão, Peña se torna o 2º presidente eleito democraticamente no Paraguai a ser destituído pelo Congresso desde o fim da ditadura do general Alfredo Stroessner (1954–1989). Antes dele, o único precedente pós redemocratização do Paraguai era o do ex-presidente Fernando Lugo , que pertencia à Aliança Patriótica para a Mudança, coligação que reunia partidos de centro-esquerda. Lugo esteve à frente do Executivo paraguaio de 2008 a 2012. Ele foi destituído pelo Congresso por “mau desempenho” depois do confronto de Curuguaty, que deixou 17 mortos. Entenda o caso Peña é retirado do cargo em um momento de crise bancária, com o colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país. A decisão veio depois que as bases governista e da oposição indicaram que votariam a favor do impeachment. A sessão que finalizou o processo de impeachment de Peña foi realizada 1 dia depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado o impeachment mesmo depois de Peña apresentar um pedido de renúncia. O pedido foi rejeitado pelo Congresso na sessão realizada logo depois. A oposição argumentou que ele não merecia o título honorário de senador vitalício nem os privilégios de foro que esse status ofereceria diante de um eventual processo penal relacionado ao caso Ueno Bank . A decisão foi tomada em sessão extraordinária convocada por causa da crise. O processo concentrou, nas semanas anteriores ao voto, a atenção do Congresso e da opinião pública paraguaia. Já o processo do vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado, direita) foi rejeitado . Dessa forma, Alliana assume a Presidência do país.