PL deve abrir mão de disputar presidência da Câmara dos Deputados
Partido priorizará disputa no Senado e deve formalizar apoio a Hugo Motta na reunião marcada para o dia 11; a apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H
O PL deve abrir mão de disputar a presidência da Câmara dos Deputados, atualmente ocupada por Hugo Motta, do Republicanos. A tendência, segundo apuração do analista de política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H , é que o partido formalize o apoio à reeleição de Motta em uma reunião marcada com a bancada eleita. O plano original do PL previa eleger o presidente da casa, com dois nomes em pauta: Altineu Cortes e Sóstenes Cavalcante. Essa estratégia, no entanto, foi traçada em um contexto diferente, quando Flávio Bolsonaro aparecia nas pesquisas como favorito, o que representava outra correlação de forças para o partido. Leia Mais: Duda Salabert anuncia projeto para que hora de almoço seja remunerada Veja os nomes que estão no radar de Lula para o Ministério da Fazenda “OAB da Medicina”: Lula sanciona lei que obriga provas durante o curso Prioridade é o Senado O PL reconhece que não tem força política para ocupar a presidência das duas casas simultaneamente. Diante disso, a prioridade passou a ser o Senado, onde Rogério Marinho vislumbra a possibilidade de construir um arco de alianças com parte do Centrão. Segundo Pedro Venceslau, três deputados federais, em conversas reservadas, confirmaram que a tendência é que o partido formalize o apoio a Hugo Motta e desista da disputa pela presidência da Câmara. O temor do PL é reforçado por um episódio anterior que deixou marcas no partido. Quando Rogério Marinho decidiu disputar a presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco, o PL perdeu e ficou fora da mesa diretora, além de praticamente exilado das principais comissões do Senado por cerca de dois anos. O partido só retomou protagonismo após apoiar Davi Alcolumbre em um segundo momento. Risco de isolamento na Câmara O cenário atual na Câmara é igualmente desfavorável para o PL. O Centrão se antecipou e construiu uma grande coalizão em torno de Hugo Motta, reunindo a maioria dos partidos. Mesmo contando com aproximadamente 120 deputados, o PL corre o risco de ficar isolado caso insista em lançar uma candidatura própria. “O temor do PL agora é que lançar uma candidatura serviria apenas para marcar posição”, afirmou Venceslau. As consequências práticas do isolamento também pesam na decisão. Sem apoiar Hugo Motta, o PL ficaria no fim da fila para presidir comissões importantes — entre elas, a Comissão de Constituição e Justiça, que Nikolas Ferreira gostaria de presidir. Apesar de a bancada ter tamanho suficiente para pleitear o cargo pela proporcionalidade, o apoio ao presidente da casa é condição determinante para garantir esse tipo de espaço. Não há resistências significativas dentro da bancada em relação à proposta de desistência, e os dois pré-candidatos já aceitaram a dificuldade de enfrentar o Centrão. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais .