O que se sabe sobre o desabamento de um prédio de 4 andares no Brás, região central de São Paulo
Um prédio de quatro andares desabou no final da tarde desta sexta-feira, 6, na altura do número 192, da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão no local e atendem a ocorrência. O local está totalmente isolado. Informações iniciais indi
Um prédio de quatro andares desabou no final da tarde desta sexta-feira, 6, na altura do número 192, da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão no local e atendem a ocorrência. O local está totalmente isolado. Informações iniciais indicam que uma loja de roupas funcionava no prédio. De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram foram resgatados e quatro foram encaminhados para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável. As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A prioridade agora é verificar e confirmar que não há outras vítimas no imóvel. Para isso, cães farejadores atuam no local. Imagens mostram o local sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Apenas a estrutura fachada segue de pé. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que conversou com a proprietária da loja - a mulher seria chinesa e não teve a sua identidade revelada. “Ela recebeu dois containers. Um foi descarregado de manhã e ela levou para cima. Depois das 18, começaram a descarregar o outro, por isso tinham 35 pessoas no local. A perícia ainda vai apontar, mas a queda começou no mezanino, em cima, onde ele colocou muito peso”, disse. Os Bombeiros foram acionados por volta das 18h40. A corporação informou empenhou 51 homens e 17 viaturas até o local. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes. Trata-se de um dos principais centros de comércio popular da capital paulista. Segundo caso em menos de 60 dias Trata-se do segundo caso de desmoronamento com gravidade na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, também na zona leste paulistana. Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela construção do edifício foi preso temporariamente. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que chegou a ter seus empreendimentos bloqueados na cidade. O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município de São Paulo (CGM) em 18 de setembro. A liberação da obra pela fiscalização municipal se tornou alvo de investigação.