Criticada pelo visual, primeira Ferrari elétrica já está esgotada para 2027
A patrulha do bom gosto pode descansar. Pelo menos por ora. Isso porque, em Maranello, alguém já passou na fila do caixa. A Ferrari Luce, primeiro modelo elétrico da marca italiana, chega ao fim de 2026 com todas as unidades previstas para venda em 2027 reservadas. O desenho provocou críticas desde
A patrulha do bom gosto pode descansar. Pelo menos por ora. Isso porque, em Maranello, alguém já passou na fila do caixa. A Ferrari Luce, primeiro modelo elétrico da marca italiana, chega ao fim de 2026 com todas as unidades previstas para venda em 2027 reservadas. O desenho provocou críticas desde a apresentação, mas a clientela parece ter encontrado motivos suficientes para abrir a carteira. A informação foi confirmada pelo CEO Benedetto Vigna durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre, nesta terça-feira (3). Temos, contudo, um asterisco nessa história. A Ferrari não informou quantos exemplares irá comercializar em 2027. As primeiras entregas estão previstas para o fim deste ano. Na conversa com analistas, Vigna afirmou que os testes para a imprensa internacional ocorrerão no primeiro trimestre de 2027, seguidos pelas avaliações dos clientes. Para o executivo, ver o carro pessoalmente e dirigi-lo ajuda a mudar a percepção sobre o projeto. A Ferrari aposta que o contato com o produto fará parte do trabalho de convencimento. O preço também exige alguma convicção Apresentado com preço de 550 mil euros (R$ 3,4 milhões em conversão direta), a Luce está longe de ser uma experiência acessível de transição energética. Seu lançamento tampouco foi recebido com aplausos unânimes pelo mercado financeiro. No pregão seguinte à apresentação, as ações da Ferrari chegaram a cair quase 7%. O projeto teve participação da LoveFrom, de Jony Ive e Marc Newson , em colaboração com o estúdio da Ferrari. Ive fez carreira na Apple e foi um dos grandes nomes por trás do design do iPhone. A missão, no caso da Luce, envolvia acomodar quatro portas e cinco lugares sob um emblema acostumado a despertar expectativas bem peculiares. Curiosamente, a aproximação com o universo da tecnologia não resultou no exílio dos botões. O interior combina telas com comandos físicos para funções como temperatura e ventilação. A tela central pode ser orientada para motorista ou passageiro. Até no futuro elétrico há espaço para ajustar o ar sem uma peregrinação por menus. Quatro motores e 1.050 cv de potência Se o desenho divide opiniões, os números oferecem outro argumento para a conversa. A Luce se vale de quatro motores elétricos, um dedicado a cada roda, com tração integral. São 1.050 cv de potência combinada e absurdos 101 kgfm de torque, máximos declarados na condição de Launch Control. De acordo com a Ferrari, o carro faz o 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, alcança os 200 km/h em 6,8 segundos e chega a 310 km/h. A bateria tem capacidade de 122 kWh, com arquitetura de 800 volts e recarga rápida de até 350 kW. A autonomia divulgada é uma estimativa de 530 km. Também há bastante carro para movimentar: são 5,03 metros de comprimento, 2 metros de largura e 2,96 metros de entre-eixos. O peso divulgado é de 2.260 kg, com equipamentos opcionais específicos. As rodas têm 23 polegadas na dianteira e 24 atrás.