China ampliará apoio a indústrias-pilar emergentes
País pretende quase dobrar o valor da produção desses setores até 2030, com investimentos em tecnologia, biomedicina e energia
A China ampliará o apoio às indústrias-pilar emergentes para promover o desenvolvimento de alta qualidade, informou a CNRD (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) na 3ª feira (3.nov.2026). O valor da produção desses setores deve ultrapassar 10 trilhões de yuans (US$ 1,4 trilhão) até o fim do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), quase o dobro dos cerca de 6 trilhões de yuans registrados em 2025, segundo Ren Zhongbao, funcionário da CNDR, durante entrevista coletiva. O avanço também aparece nos indicadores de setores estratégicos. Nos 3 primeiros trimestres de 2026, a produção de circuitos integrados na China chegou a 442,8 bilhões de unidades, alta de 23,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já o valor dos acordos de licenciamento externo de medicamentos inovadores somou cerca de US$ 130 bilhões no período, próximo ao total registrado em todo o ano passado, segundo a comissão. De acordo com Ren, o governo ampliará o apoio por meio de políticas fiscais e financeiras, além de direcionar capital privado para esses setores. A CNDR também informou que incentivará empresas a liderar a execução de projetos nacionais de ciência e tecnologia e a construção de plataformas de inovação. Entre as indústrias que receberão investimentos estão as de indústria de circuitos integrados, aeroespacial, biomedicina, economia de baixa altitude, novos sistemas de armazenamento de energia e robótica inteligente. A iniciativa busca criar fontes de crescimento econômico. Além desses segmentos, a China pretende desenvolver indústrias do futuro, com foco em tecnologia quântica, biofabricação, energia de hidrogênio, fusão nuclear, interfaces cérebro-computador, inteligência incorporada e tecnologia 6G. Segundo a CNDR, o país também incentivará as regiões a investir em subsetores nos quais tenham vantagens competitivas. Este texto foi publicado originalmente pela Xinhua, em 3 de novembro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .