Bancos somam lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,4% em base anual, com o Itaú na liderança
Itaú, Bradesco e Santander somam R$ 22,61 bilhões, em linha com a projeção do mercado, e o ritmo lento de queda da Selic pressiona a inadimplência. O post Bancos somam lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,4% em base anual, com o Itaú na liderança apareceu primeiro em Times Brasi
A temporada de balanços do terceiro trimestre trouxe aos três maiores bancos privados de varejo do País, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil, um lucro combinado de R$ 22,61 bilhões. O valor representa alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,6% frente aos três meses anteriores. O resultado ficou em linha com a projeção do mercado. A média das estimativas das casas consultadas pelo Prévias Broadcast apontava ganho agregado de R$ 22,6 bilhões no trimestre encerrado em setembro. Leia também: CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, vê biocombustíveis como oportunidade para reduzir emissões e ampliar competitividade Inadimplência avança nos bancos com Selic em 13,75% A pressão no bolso das famílias e no caixa das empresas dominou a temporada de balanços, em razão do ritmo lento de queda dos juros. Com a renda comprometida, sobra menos espaço para pagar compromissos de crédito em dia, o que eleva a inadimplência no setor. O movimento apareceu nos resultados das três instituições, mas em graus distintos. O Santander enfrentou a pressão mais forte do trio, com desafios nas carteiras de agronegócio e baixa renda. Já o Itaú seguiu como o mais resiliente, resultado de uma gestão de risco que, antes da piora do ciclo, dava preferência a linhas de crédito mais seguras. Eleição de Lula e falta de ajuste fiscal pesam sobre juros Além disso, a reação dos mercados à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende a dificultar as perspectivas. O petista deu poucos sinais de que pretende promover ajuste fiscal significativo, apontado como condição para que o Banco Central reduza a Selic, hoje em 13,75% ao ano, em ritmo mais rápido. Analistas do Citi avaliam que o período pós-eleitoral reforça a expectativa de juros altos por tempo prolongado. Na visão deles, isso aumenta a atratividade de negócios bancários com lucros previsíveis, forte retorno de capital e geração de caixa no curto prazo. Bradesco registra 11º trimestre seguido de alta no lucro O Bradesco, que abriu a temporada de balanços, teve o 11º trimestre consecutivo de crescimento sequencial do lucro líquido, a R$ 7,1 bilhões, com apoio da resiliência das receitas de serviços e do controle de custos. O banco conduz há dois anos uma recuperação estrutural sob o comando do presidente Marcelo Noronha. Por outro lado, o retorno sobre patrimônio (RoE) caiu para 15,6%. A operação de aumento de capital de R$ 10 bilhões teve efeito no indicador, que, sem ela, ficaria praticamente estacionado em 16,1%. O ambiente macroeconômico restritivo retardou a melhora da rentabilidade e impôs revés à inadimplência. Ao apresentar os números, Noronha reconheceu a dificuldade. “Com comprometimento da renda das famílias maior e endividamento das empresas, temos que ter mais cautela e andar mais devagar”, disse. Santander fica longe da meta de rentabilidade No Santander, o lucro líquido caiu 28% na comparação anual, para R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre. O RoE ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais, na contramão da meta de elevar o indicador a 20% até 2028, estabelecida pela matriz espanhola. Em Madri, a ação da matriz recuava 5%, influenciada em parte pelo Brasil. Em teleconferência com analistas, o presidente do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, admitiu o desempenho abaixo do esperado. “São números obviamente abaixo do patamar de rentabilidade que buscamos”, afirmou. Ele ponderou que é preciso levar em conta o ambiente macroeconômico e o processo de rebalanceamento do banco. Itaú mantém a maior rentabilidade entre os bancos Já o Itaú teve um trimestre de relativa estabilidade, com lucro líquido de R$ 12,617 bilhões e RoE de 23,6%, o maior do setor. O banco manteve a disciplina na gestão de crédito e de custos, mas apresentou desempenho fraco na geração de receitas, principalmente em bancos de capitais. “Os resultados vieram muito bem em termos absolutos e melhor ainda em termos relativos, quando comparados com os desempenhos de outros nomes no mercado”, disse o diretor de Estratégia Corporativa, Relações com Investidores e M&A, Renato Lulia, em entrevista à Broadcast. O post Bancos somam lucro de R$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,4% em base anual, com o Itaú na liderança apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .