Onde provar pét-nats em São Paulo? Veja 5 endereços para conhecer o espumante natural
Quer experimentar pét-nats em São Paulo? Conheça cinco bares e restaurantes que servem o espumante natural em versões brancas, rosés e tintas.
Os pét-nats, abreviação do francês pétillant naturel , que significa espumante natural, são produzidos pelo método ancestral, uma das formas mais antigas de elaboração de espumantes. Nesse processo, o vinho é engarrafado antes de terminar a primeira fermentação, que continua no recipiente e produz naturalmente o gás carbônico responsável pelas borbulhas. Diferentemente dos espumantes elaborados pelo método tradicional, os pét-nats geralmente não passam pelo dégorgement, etapa que retira os resíduos de leveduras da garrafa. Por isso, muitos apresentam turbidez e sedimentos. Com perfil descontraído e diferentes expressões de uvas e regiões produtoras, o estilo já aparece em cartas de bares e restaurantes de São Paulo. Há opções elaboradas no Brasil, no Chile, na Alemanha e na Patagônia argentina, em versões que vão dos brancos mais frescos aos tintos com borbulhas. Para quem quer experimentar o estilo, reunimos cinco endereços da cidade que servem pét-nats. Para entender melhor como esses vinhos são produzidos e por que a turbidez não significa necessariamente um defeito, confira também a reportagem sobre o tema feita em Paladar . Vinícola Urbana Na Vinícola Urbana, os pét-nats fazem parte de uma proposta de produção que prioriza vinhos de pouca intervenção. Segundo Daniel Colli, proprietário da casa, todos os rótulos da vinícola são elaborados sem filtragem, dos tranquilos aos espumantes. A intenção é preservar características da uva e elementos da fermentação que poderiam ser eliminados durante o processo de filtragem. A casa serve três versões de pét-nat diretamente das torneiras: branco de Lorena, rosé de Merlot e tinto de Malbec. Os vinhos são elaborados em barris, nos quais a fermentação acontece até o fim, e o serviço refrigerado ajuda a decantar parte das partículas em suspensão. Onde: Vinícola Urbana — Rua Francisco Leitão, 625, Pinheiros. Quarta a sexta, das 16h às 22h; sábado, das 13h às 22h. Lardo Na Vila Pompeia, zona oeste de São Paulo, o Lardo também tem espumante natural na carta. A casa serve Lazy Pét-Nat Chardonnay, da linha Lazy Winemaker, elaborado pela chilena Viña Echeverría, no Vale do Curicó. O vinho não passa por filtragem nem recebe adição de sulfitos, e apresenta notas de frutas amarelas e perfil fresco. Onde: Lardo — Rua Guiará, 376, Vila Pompeia. Quarta a sexta, das 18h às 23h; sábado, das 12h às 23h. Cora Na carta de vinhos do Cora, o destaque é o Invader, pét-nat elaborado com a uva Chenin Blanc por Matías Riccitelli, na Patagônia argentina. O rótulo é produzido a partir de vinhas antigas, plantadas em 1950 e recuperadas pelo produtor. A elaboração segue o método ancestral, com colheita manual e fermentação com leveduras indígenas. Na ficha técnica da safra 2024, o produtor informa que a fermentação começa em recipientes ovais de concreto e termina na garrafa. O vinho também não passa por clarificação nem filtragem. Para Pablo Inca, chef e sócio do restaurante, o rótulo se destaca pelo frescor e pela vivacidade. “É um vinho super vibrante, com acidez marcante e aromas de frutas brancas e cítricas. Tem uma efervescência agradável e é muito refrescante”, descreve. Onde: Cora — Rua Amaral Gurgel, 344, 6º andar, Vila Buarque. Terça a quinta, das 19h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h; domingo, das 12h às 17h. Clementina Bar de Vinhos Com uma carta rotativa, o Clementina Bar de Vinhos busca apresentar novidades aos clientes e trabalhar com produções de menor escala, que tenham identidade própria e conexão com suas origens. Atualmente, a seleção de pét-nats da casa reúne dois rótulos de procedências diferentes: Lazy Pét-Nat Chardonnay, da vinícola familiar chilena Viña Echeverría, e o PetMan Pét-Nat Riesling, da vinícola Balthasar Ress, produzido na região de Rheingau, na Alemanha. Para Beatriz Welter, sommelière do Clementina, os pét-nats são uma boa porta de entrada para o universo dos vinhos de menor intervenção. A fermentação concluída na garrafa pode resultar em espumantes frescos, com diferentes perfis aromáticos e de efervescência. Onde: Clementina Bar de Vinhos — Rua João Moura, 613, Pinheiros. Terça a sexta, das 18h à 0h; sábado, das 16h à 0h; domingo, das 14h às 20h. Silo Na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, o Silo também inclui pét-nats na carta de vinhos. Entre as opções servidas pela casa está o Kung Fu Pet Nat, elaborado pelo produtor argentino Matías Riccitelli com uvas do Vale de Uco, na região argentina de Mendoza. O Silo também oferece o Ambará, da Caém, uma sidra brut produzida com uvaia e maçã. Onde: Silo — Rua Brigadeiro Galvão, 745, Barra Funda. Quinta e sexta, das 18h30 à 0h; sábado, das 17h à 0h; domingo, das 16h às 22h.