Leia a íntegra da lei que criou o Enamed, o exame “OAB da medicina”
Nova legislação determina que os estudantes de medicina sejam submetidos a 3 avaliações ao longo do curso; Lula sancionou lei com veto parcial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na 6ª feira (6.nov.2026), no Palácio do Planalto, a lei que torna obrigatória a aprovação no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) para a obtenção do registro profissional de médico no Brasil. Chamado de “OAB da Medicina”, o exame faz referência à prova exigida para o exercício da advocacia. Leia a íntegra da Lei 15.527 de 2026 (PDF – 660 kB). Lula sancionou a lei com veto parcial. O presidente retirou do texto o dispositivo que estabelecia contrapartidas obrigatórias das instituições de ensino pelo uso de estruturas e serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) na formação médica. O veto ainda poderá ser analisado pelo Congresso Nacional. O Congresso aprovou, em 15 de outubro, a MP (Medida Provisória) 1370/2026, que estabelece a aprovação no Enamed como requisito para a obtenção do registro profissional de médico. O texto foi convertido na Lei 15.527 de 2026. O QUE DIZ A LEI A nova legislação determina que os estudantes de medicina sejam submetidos a 3 avaliações ao longo do curso. A 1ª será no final do 2º ano. A 2ª será realizada no final do 4º ano, antes do início do internato. A última prova será no final da graduação. O resultado será definido pela pontuação acumulada nas 3 avaliações, com maior peso atribuído à prova do último ano. Os parâmetros de pontuação, os pesos e o desempenho mínimo exigido ficarão a cargo da Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica. As notas constarão no histórico escolar dos alunos e poderão ser utilizadas para o ingresso na residência médica. Quem não alcançar o desempenho mínimo poderá refazer a avaliação, mas não poderá obter o registro profissional até ser aprovado. Além de Lula, estiveram na solenidade: Geraldo Alckmin – vice-presidente; Leonardo Barchini – ministro da Educação; Alexandre Padilha – ministro da Saúde; Arlindo Chinaglia – deputado federal (PT-SP) e vice-presidente da comissão mista que analisou MP para criar o Enamed; Doutor Luizinho – deputado federal (PP-RJ) e relator; Manuel Palácios – presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira); Ludhmila Hajjar – médica e professora. Leia mais: Lula sanciona obrigatoriedade de exame para exercício da medicina “Medicina não é negócio”, diz Ludhmila ao defender OAB da Medicina