Síria pode enviar mais de 10 mil soldados contra houthis no Iêmen, mas Damasco nega
Autoridades do Iêmen afirmam que a Síria prepara o envio de milhares de militares à Arábia Saudita e ao território iemenita para apoiar operações contra os houthis. A informação foi repassada à agência AFP neste sábado (7), mas o governo sírio negou que exista uma mobilização desse tipo. O post Síri
Autoridades do Iêmen afirmam que a Síria prepara o envio de milhares de militares à Arábia Saudita e ao território iemenita para apoiar operações contra os houthis. A informação foi repassada à agência AFP neste sábado (7), mas o governo sírio negou que exista uma mobilização desse tipo. Os relatos surgiram três dias depois de o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, visitar Riade e firmar acordos de cooperação. Segundo fontes iemenitas, o entendimento abriria caminho para reforçar as forças alinhadas ao governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita. Leia também: Iêmen acusa houthis de planejar cobrança de taxas no Mar Vermelho com apoio iraniano O confronto com os houthis, grupo apoiado pelo Irã que controla extensas áreas do Iêmen, voltou a se intensificar em julho, após quatro anos de trégua instável. Em setembro, ataques contra aeroportos e instalações de energia sauditas ampliaram a pressão de Riade por apoio militar de seus aliados. Relatos de envio de tropas e negativa síria Três fontes do Exército iemenita e um alto funcionário da defesa relataram à AFP que centenas de soldados já estariam posicionados dos dois lados da fronteira. Uma fonte do Conselho de Liderança Presidencial iemenita apontou a previsão inicial de 3 mil militares sírios para enfrentar os houthis. Outra fonte, vinculada ao Ministério da Defesa, afirmou que o contingente total previsto no acordo poderia superar 10 mil integrantes. Equipes técnicas sírias e sauditas estariam concluindo em Riade os preparativos para a participação das tropas nas operações. Leia também: Entenda a importância do estreito de Bab al-Mandab para o petróleo global Uma autoridade militar iemenita declarou ainda que forças sírias já instaladas do lado iemenita da fronteira estariam realizando ações com drones contra os houthis. Essas alegações não foram confirmadas por Damasco. Em declaração divulgada pela agência estatal Sana, uma fonte diplomática síria reconheceu que os acordos bilaterais abrangem treinamento e fortalecimento das capacidades militares. Entretanto, classificou como totalmente infundadas , neste momento, as notícias sobre o envio de tropas ao Iêmen. A Arábia Saudita tornou-se um dos principais apoiadores das novas autoridades sírias, que assumiram o poder após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. O chanceler sírio, Asad al Shaibani, também havia mencionado a possibilidade de adesão a um pacto de defesa mútua firmado em agosto por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão. Leia também: Houthis planejam cobrar taxas no Mar Vermelho, diz governo do Iêmen Turquia e Paquistão anunciaram deslocamentos militares para a Arábia Saudita, mas, segundo o relato, não participaram de ofensivas contra os houthis. O Egito aprovou apoio defensivo , enquanto França e Reino Unido comunicaram o envio de tropas e aviões de combate para reforçar a proteção saudita. Escalada ameaça navegação no Mar Vermelho A escalada militar também ameaça rotas marítimas estratégicas . Os houthis anunciaram um bloqueio contra a Arábia Saudita e atacaram embarcações, aeroportos e instalações petrolíferas. O grupo controla a costa iemenita do Mar Vermelho, área próxima ao estreito de Bab el-Mandeb, passagem importante para o comércio entre Ásia e Europa. Os houthis, por sua vez, acusam a Arábia Saudita de realizar bombardeios frequentes contra as regiões sob seu domínio. Segundo dados da ONU citados no relato, a retomada dos combates provocou mais de 1.600 mortes e deslocou mais de 300 mil pessoas. Leia também: Fechado pelos houthis: a importância do estreito de Bab al-Mandab A guerra no Iêmen começou em 2014 , quando os houthis conquistaram a capital, Saná. No ano seguinte, uma coalizão liderada por Riade interveio em apoio ao governo iemenita, dando início a uma prolongada campanha militar. O post Síria pode enviar mais de 10 mil soldados contra houthis no Iêmen, mas Damasco nega apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .