Flávio diz que Trump considera Brasil uma democracia incompleta
Senador afirma que presidente dos EUA questiona instituições brasileiras; declaração foi dada em entrevista ao "Washington Post"
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), considera que o Brasil deixou de ser uma democracia plena. A declaração foi dada em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post , publicada neste sábado (7.nov.2026). “Trump está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena” , disse Flávio. O senador não apresentou detalhes sobre quando teria conversado com o presidente norte-americano a respeito do assunto. Na entrevista, Flávio também criticou o funcionamento das instituições brasileiras e afirmou que os Estados Unidos oferecem condições para que possa expressar suas opiniões sem receio de ser preso. “As instituições americanas ainda funcionam. Já no Brasil, elas deixaram de funcionar” , declarou. COMPARAÇÃO A JAIR O senador comparou a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), à de Trump. Ambos contestaram derrotas eleitorais e foram acusados de envolvimento em tentativas de reverter os resultados. Enquanto Trump retornou à Presidência dos EUA, Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. Flávio deixou o Brasil depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições de 2026 e de descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes. Desde que chegou aos Estados Unidos, o congressista tem questionado a legitimidade da eleição brasileira, sem apresentar provas de fraude. O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a votação foi dentro da normalidade. O senador também disse ao Washington Post que precisa regularizar sua situação migratória nos Estados Unidos antes de decidir seus próximos passos. Ele não informou quando pretende retornar ao Brasil. A avaliação atribuída a Trump foi relatada por Flávio. A entrevista não apresenta confirmação independente de que o presidente norte-americano tenha feito a declaração nos termos mencionados pelo senador.